segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Argentina e Chile de carro: documentos e equipamentos exigidos

Trecho do percurso Mendoza - Paso Internacional Los Libertadores/Foto: Pepê Esteves

Se você tem uma vontadinha de dar uma volta de carro por países próximos ao nosso (ou mesmo pelo Brasil) mas nunca se animou porque acha que para isso é necessário ter um super carro, pode começar a preparar as malas, pois a história não é bem assim!

Para começar, quem viu ou já ouviu falar no documentário Caroneiros sabe que dois fuscas deram conta direitinho do recado, rodando 18.000 km com seus seis passageiros por países da América do Sul.

No nosso caso, o Uno que usamos na viagem aguentou bravamente a aventura sem qualquer reclamação: dois passageiros, duas bikes no teto, muita bagagem e, acredite, nenhum problema mecânico.

Mas, se o carro em si não foi um problema, as exigências legais que envolviam o trânsito do nosso carrinho guerreiro por outros países poderiam ter sido caso nós não tivéssemos feito tudo como manda o figurino.

Como eu disse
aqui, nós consultamos o site Viajeaqui e as revistas Especial Argentina & Chile 2009 e Viagem e Turismo - Edição Novembro 2009 - Argentina, Chile & Uruguai de carro, que trazem dicas bastante úteis com relação aos documentos e equipamentos necessários ao veículo.

Em primeiro lugar, se o carro a ser utilizado não for seu, é necessário cumprir as exigências de cada país, como, por exemplo, portar uma autorização do proprietário do veículo legalizada no consulado do país respectivo no Brasil.

Ao sermos parados nas rodovias argentinas e chilenas por policiais (fomos parados uma única vez no Chile), além do documento de identidade do motorista, era solicitada a Carteira Nacional de Habilitação e a Carta Verde (mais sobre este documento, aqui). Sem titubear, apresentávamos também a Carteira Internacional de Habilitação.

Na Argentina, onde fomos parados por policiais rodoviários diversas vezes e nem sempre de maneira agradável (em algumas delas, o carro foi revistado e todos os itens a seguir mencionados foram solicitados), é necessário ter no carro:

- dois triângulos

- caixa de ferramentas

- cabo para reboque (que, aqui em São Paulo, encontramos no MercadoCar)

- cabo para carga de bateria

- material de primeiros socorros

De qualquer forma, apesar de todas as informações disponíveis na internet e em guias e revistas de turismo, a meu ver, é sempre recomendável uma consulta a quem pode fornecer as informações relativas às exigências legais da única maneira realmente confiável. No nosso caso, entramos em contato, pelo telefone, com os consulados do Argentina e do Chile em São Paulo.

P.S. O procedimento para obtenção da Carta Verde foi muito simples. Entramos em contato com a própria seguradora do carro, que a providenciou.

5 comentários:

  1. deve ter sido uma aventura maravilhosa!!!

    você tem fotos postadas em algum lugar!

    Grande abraço..e valew pelas dicas....

    Michel

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  2. A viagem foi mesmo incrível, Michel! Foram muitos lugares e momentos inesquecíveis e também um grande aprendizado.

    Quanto às fotos, publiquei hoje um post especialmente para você, com algumas das minhas imagens favoritas. :)

    Um grande abraço,

    Camila

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  3. Bacana a vigem, inicio de fevereiro irei para Chile, pretendo descer os Andes de bike... Uma duvida policia argentina chego a complica por levar as bike no rack de teto? ouvi dizer que proibido. Eu tenho rack da thule..

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  4. Ola...

    Bacana a sua viagem. Em fevereiro irei para Chile, pretendo descer de bike Los Caracoles..
    Uma pergunta, policia Argentina e Chilena chegou a complicar por estar levando bike no rack de teto? Ouvi dizer que a Argentina complica, eu so tenho rack de teto.
    Abraço

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  5. Olá, CamoBikers/Daniel.

    Quando fizemos essa viagem não houve nenhum problema relativo ao transporte das bicicletas. Na época verificamos todas as normas vigentes e não encontramos nenhuma restrição acerca do transporte de bicicletas em racks de teto, e foi assim que levamos as nossas. Da mesma forma, a polícia, tanto na Argentina quanto no Chile, em momento algum fez menção ao fato das bikes estarem no teto.

    Antes de viajar, sugiro que você faça uma pesquisa em sites oficiais e na legislação vigente e, se necessário, entre em contato com o consulado argentino ou com algum órgão do governo, para saber de fontes seguras o que é permitido e o que não é.

    Abraço,

    Camila

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