quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Travellers House ou Lisboa: onde ficar

Lisboa/Foto: Camila Guido

Onde ficar em Lisboa? Fácil resolver, já que a cidade não tem um, mas três dos melhores hostels do mundo. No meu caso, optei pelo
número um, que, adivinhe, recomendo de olhos fechados.

Mas você ainda pode estar em dúvida, imaginando que talvez seja melhor optar pelos números
dois ou três, ficar num hotel ou fazer reserva em algum outro hostel. Okay, eu entendo, pois planejar viagens é mesmo uma tarefa muito árdua, que causa dilemas terríveis. :)

Pensando em ajudá-lo a superar essa crise de hospedagem, listei alguns motivos que reforçam a minha sugestão e que, espero, desempatem a sua decisão:

1 - mais que bem cotado, o Travellers House foi o vencedor do Hoscars (HOStelworld Customer Annual Ratings), o Oscar dos hostels, neste ano;

2 - a localização é perfeita;

3 - é limpo e seguro;

4 - dizer que o staff é prestativo ficaria, digamos, muito aquém da realidade. A galera é pra lá de legal e, no quesito hospitalidade, é impecável;

5 - sempre tem alguma coisa rolando à noite. Depois de camelar o dia inteiro e com preguiça da balada no mundo exterior, a salinha do Travellers é o local perfeito pra tomar umas cervejinhas com a galera;

6 - os comentários na dita salinha, com relação ao hostel, eram sempre os mesmos. Frases como "Esse é o melhor ou um dos melhores hostels em que já estive" eram frequentes. Além disso, todos concordávamos que o Travellers era uma espécie de, como dizíamos, casinha;

7 - a decoração, moderninha e aconchegante, reforça a sensação de estar na sua própria casinha;

8 - voltando à Lisboa, devo voltar também ao Travellers e, pensando na minha vontade de experimentar novas formas de viajar, quem agora está com uma dúvida sou eu: será que eles descolam um lugar pra minha bike? :)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

On the road: de carro e de bike pela América do Sul

Aproveitando que o assunto é transporte, a nosso escolha, minha e do Paulo, da trip de fim/começo de ano se encaixa maravilhosamente no tema.

Depois de algumas cogitações sobre lugares e formas de viajar, batemos o martelo numa viagem on the road, de carro e de bike, pelo Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Para elaborar o roteiro - que será disponibilizado no blog quando alguns detalhes pendentes, como os circuitos de bike que vão rolar, forem fechados - e para preparar a trip (documentação, acessórios etc.), alguns sites, guias, revistas e mapas estão sendo uma mão na roda pra nós.

Pensando que o que vem por aí pode deixá-lo com água na boca e com uma vontadinha de cair na estrada de carro, de bike ou, como é o nosso caso, com os dois, você confere, a seguir, algumas referências que podem ser úteis ao planejamento - e à execução - da sua trip.

Sites

Guias de viagem

Revistas

Mapas

P.S. Fique ligado pois, assim como o roteiro e a trip em si, os aspectos logísticos mais importantes da viagem serão disponibilizados no blog.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ônibus e trem em Portugal

Lisboa

Falando mais um pouquinho sobre Portugal, para dar meus rolês pelo país - que começaram em Lisboa e terminaram no Porto, passando por Sintra, Cascais, Óbidos, Coimbra, Braga e Guimarães -, não aluguei carro (o que teria me dado maior mobilidade, pois, como eu disse aqui, a rede ferroviária do país não é tão abrangente) e utilizei apenas ônibus e trem.

Se você está no mesmo pique, ou seja, se pretende viajar por Portugal da mesma forma que eu, ficam, de acordo com o roteiro que acabei fazendo, as seguintes dicas:

De Lisboa a Sintra

Os trens partem da Estação Rossio e a viagem leva menos de uma hora.

Sintra

De Lisboa a Cascais

Os trens partem da Estação Cais do Sodré e a viagem leva menos de uma hora.

Cascais

De Lisboa a Óbidos

Ver P.S. 1 do post Cidades de brinquedo.


Óbidos

De Óbidos a Coimbra


Não há ônibus direto de Óbidos a Coimbra. Uma opção (a que eu escolhi mas não consegui executar por completo) é pegar um ônibus até Caldas da Rainha e, lá, outro até Coimbra. A viagem até Caldas da Rainha é feita pela empresa Rodoviária do Tejo (Rodotejo), a mesma que faz o percurso de Lisboa a Óbidos. Ao efetuar a consulta de horários, no menu Serviço, escolha a opção Rápidas. Há um posto de turismo próximo à entrada principal de Óbidos e à parada dos ônibus, onde é possível consultar os horários. Detalhe: perdi o último ônibus da manhã e, para não perder o dia e o próximo ônibus que deixava Caldas da Rainha rumo a Coimbra, peguei um táxi até a rodoviária de Caldas. O percurso levou aproximadamente dez minutos e a corrida custou algo em torno de oito euros.

Cheguei em cima da hora à rodoviária de Caldas da Rainha, onde, para meu quase desespero, descobri, depois de receber uma informação incompleta de alguns motoristas, que não era possível comprar o bilhete dentro do ônibus. Fui até o guichê, onde uma fila razoável aguardava o único funcionário em atividade resolver o problema de uma senhora. Sem pensar duas vezes (aliás, sem pensar), resumi a situação para as pessoas que, solidariamente, se puseram mais desesperadas que eu, obrigando o funcionário a emitir meu bilhete correndo. De volta à plataforma, o motorista do ônibus ria e eu suava em bicas. Cinco minutos de bode depois, não tive outra saída a não ser rir também (mas, agora, devidamente instalada no busão rumo a Coimbra).

A empresa de ônibus que opera o trajeto entre Caldas da Rainha e Coimbra é a Rede expressos. Para horários e preços, consulte o site.

Coimbra

De Coimbra a Braga

Aah, finalmente, um trem. E dos bons. Não sei se entendi direito, mas, ao que parece, no norte do país a rede ferroviária é mais eficiente. Para consultar horários e preços, acesse o site dos Comboios de Portugal.

Braga

De Braga a Guimarães

Fiz um bate-e-volta de Braga a Guimarães e confesso não lembrar o nome da empresa que opera o percurso. De qualquer forma, em Braga, recomendo que você vá ao posto de turismo localizado na Praça da República e solicite a informação relativa ao transporte até Guimarães. Horários, local de partida etc.

Guimarães

De Braga ao Porto

Novamente, entram em ação os Comboios de Portugal. Acesse o site e confira horários e tarifas.

Porto

P.S.1 Você vai ouvir falar muito em autocarro e em comboio e, acredite, em alguns momentos sua mente ficará um pouco confusa. Vá se acostumando: autocarro = ônibus e comboio = trem.

P.S.2 Para consultar o site do Metropolitano de Lisboa, com informações sobre tarifas, diagrama da rede etc., clique aqui.

P.S.3 As fotos deste post são minhas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Portugal

Coimbra

Se você leu o último post (Cidades de brinquedo) já sabe que a trip pra Portugal, anunciada
aqui, acabou rolando no último mês.

Embora tenha sido difícil administrar a saudade de quem ficou por aqui, os doze dias passados em cidades portuguesas foram bem felizes, rendendo boas histórias, novos amigos, fotos onde o azul do céu acaba roubando a cena e uma compreensão um pouco maior sobre o nosso país (ir a Portugal é uma maneira bastante interessante de entender melhor o Brasil).

Em alguns momentos fiquei tentada a dar um pulinho e cair na Espanha, mas acabei desencanando e seguindo minha intenção original, que era flanar apenas por Portugal. Não me arrependi.

Algumas impressões sobre o país e seus habitantes:

1 - obter informações é algo um pouco impreciso, pois as pessoas, inclusive os funcionários dos postos de turismo, parecem partir do pressuposto de que você já sabe aquilo que está perguntando;

2 - os portugueses, no geral, são muito gentis e amáveis. Entretanto, em alguns momentos, podem ser bastante grosseiros uns com os outros (mas raramente com você, turista e expectador das desavenças, que, no meu caso, invariavelmente acabaram sendo engraçadas);

3 - se comparado a outros países do mesmo continente, é barato, barato e barato. Aliás, não sei como as coisas funcionam no sul de Portugal, já que meu itinerário partiu de Lisboa em direção ao norte, mas, neste, as coisas (comida e hospedagem, principalmente) são ainda mais baratas;

4 - ainda fazendo uma comparação com outros países da Europa, locomover-se sem carro em Portugal não é extremamente prático. Muitos itinerários são percorridos por ônibus em detrimento do trem (que, nesses trechos, pode existir, mas é ruim e leva mais tempo para fazer o mesmo percurso, segundo informações que recebi em alguns locais), que, deu pra perceber, não é, a exemplo de países europeus como Alemanha e Bélgica, um super meio de locomoção em Portugal. No caso dos ônibus, as coisas ficam mais chatinhas quando, estando em uma cidade e querendo ir a outra, você precisa ir a uma terceira que não estava nos planos para pegar o dito cujo do busão que irá levá-lo ao destino desejado. Exemplo: não há ônibus direto de Óbidos para Coimbra, de forma que é necessário ir até Caldas da Rainha (ou voltar a Lisboa) para pegar um ônibus até lá. Desagradável, confesso;

5 - Portugal é bem mais pobre que todos os outros países da Europa nos quais botei os meus pezinhos;

6 - há pichações como as que se vê em São Paulo nos muros, principalmente nos de Lisboa (novidade européia para mim), e há mais sujeira e insegurança pairando pelas ruas e pelo ar.

Ops, achou que estou descendo a lenha em Portugal? Então, relaxe, porque não estou. São só constatações e impressões e a viagem valeu (e vale, pois eu voltaria a todas as cidades pelas quais passei) muito a pena. Arrume as malas e zarpe, mas não espere, digamos, encontrar muitas características européias no país de Fernando Pessoa, pois, deu pra notar, Portugal é bastante singular. E é bem Brasil.

P.S. A foto deste post é minha.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cidades de brinquedo

Óbidos

Não sou a única a dizer isso e também é bastante provável que o meu atual deslumbre por lugares tranquilos tenha algo a ver com a minha crescente aversão aos grandes aglomerados urbanos, mas o fato é que não precisei de muito para me convencer de que o grande charme da Europa são as pequenas cidades.

Aliás, para mim, de maneira geral, anda valendo a regra do "quanto menor melhor" e, no caso de Monschau e de Óbidos (que você vê nas fotos deste post), elas são mais que pequeninas: são praticamente cidades de brinquedo.

Monschau

Monschau

Estive em Monschau (Alemanha) em junho/julho deste ano e em Óbidos no último mês, quando dei um rolê só por cidades de Portugal, e posso dizer que ambas estiveram entre os destinos mais bacanas e mais fofos das respectivas trips.

Monschau

Óbidos

As duas cidades devem seu charme tanto à arquitetura (Monschau, que não foi destruída durante a segunda guerra, conserva as mesmas construções há séculos, e Óbidos, com suas casinhas brancas com detalhes amarelos e azuis, localiza-se dentro das muralhas de um castelo) quanto à natureza, que explode em cores dentro e fora dos limites de cada uma delas.

Monschau

Monschau

Óbidos

Óbidos

Uma manhã ou uma tarde são mais que suficientes para visitá-las; porém, se você não estiver com pressa e, por outro lado, estiver curtindo um passeio a dois ou quiser um pouco de sossego, vale a pena dormir por lá para, no dia seguinte, continuar a viagem.

Monschau

Óbidos

Não dormi em Monschau mas, em Óbidos, o fim da tarde e o começo da noite foram permeados por uma névoa que, inicialmente fraca, adensou-se até encobrir toda a cidade, criando um clima mágico e misterioso. No dia seguinte, um morador me explicou que, como Óbidos está muito perto do mar (há anos, dizem, o mar batia na encosta do castelo), é comum que à noite a névoa vinda dele tome conta da cidade.

Óbidos

Óbidos

Para completar a alegria do visitante e para que você, como eu, acabe exclamando "Uau, parece de brinquedo!", é possível ter vistas panorâmicas das pequenas e lindinhas Monschau e Óbidos, sendo que, nesta, o visual fica por conta de um rolê inusitado pelo alto das muralhas que a cercam.

Monschau

Óbidos

Óbidos

Óbidos

P.S.1 Óbidos fica perto de Lisboa e a viagem de ônibus leva mais ou menos uma hora, o que significa que um bate-e-volta é totalmente possível. A empresa de ônibus responsável pelo trajeto é a Rodoviária do Tejo (Rodotejo). Ao efetuar a consulta de horários, no menu Serviço, escolha a opção Rápidas. O ônibus parte da estação de metrô Campo Grande, onde a coisa toda é um pouco confusa. Em caso de dúvida, pergunte!

P.S.2 Para se hospedar em Óbidos, recomendo fortemente a Casa do Relógio.

P.S.3 Mais informações sobre Monschau, aqui; sobre Óbidos, aqui e aqui.

P.S.4 Não se assuste se, mais dia menos dia, a autora deste blog passar a escrevê-lo de alguma cidade de brinquedo.

P.S.5 As fotos deste post são minhas.

domingo, 4 de outubro de 2009

Sempre

Há pouco mais de dois meses (precisamente no último dia 3 de agosto), escrevi sobre As minhas reinações e sobre o desejo de organizar as viagens que ficaram pra trás, registrando e compartilhando, neste blog, impressões e informações a respeito delas.

O tempo passou e, embora a vontade de escrever e dividir esteja cada vez maior, os posts escritos nos últimos meses não chegam a dar conta de um terço do que eu gostaria de compartilhar com vocês.

Dentro e fora do meu universo interior, desde sempre permeado por galáxias em transformação, outras trips rolaram, perspectivas e projetos mudaram, fichas caíram e, entre elas, uma que me fez perceber o equívoco que cometi ao escrever, naquele 3 de agosto, quando fiz referência às viagens que já haviam rolado, a expressão "as que ficaram pra trás".

A verdade é que uma viagem nunca fica pra trás. Viagens colocam nossos limites à prova, nos fazem ver e perceber as inúmeras possibilidades da existência, nos tiram do eixo e alteram radicalmente nossas perspectivas, nos tornam mais seguros e confiantes e, o principal, contribuem para a superação do medo que todos nós temos da vida. Viagens abrem as nossas portas e as alheias, nos fazem pessoas mais tolerantes e resistentes. Grudam e passam a fazer parte do nosso ser. Viajar nos faz transcender.

Se você é do tipo que gosta de metáforas, creio que a utilizada pelo escritor Haruki Murakami para descrever a sensação subsequente ao término de uma ultramaratona em seu livro autobiográfico
What I Talk About When I Talk About Running seja bastante apropriada para expressar os efeitos que as viagens podem ter sobre nós. Após onze horas e quarenta e dois minutos de prova, Murakami compara seus sentimentos de felicidade e alívio ao afrouxamento gradual de um nó apertado que estava dentro dele, mas do qual ele até então nunca havia se dado conta.

Transpondo a metáfora do escritor e corredor para o universo dos viajantes, não importa quantos ou de que natureza sejam os nós que carregamos conosco: justamente por não ficarem pra trás, as viagens têm o poder inexorável de afrouxá-los e, até mesmo, desmanchá-los.

No cair das fichas, tenho notado que, à medida que as lembranças de momentos carregados de beleza e emoção vividos durante as viagens tomam conta de mim nas circunstâncias mais improváveis do cotidiano, muitos dos meus nós acabam se desfazendo.

Nessas horas, olhando pro céu, pras galáxias em festa do meu universo interior ou pro brilho dos olhos de quem me devolve a paz com palavras semelhantes, sorrio e ouço o Chico cantar a vida, da única forma como eu a compreendo:

"Dura a vida alguns instantes
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre"*

* Trecho de Sempre, música de Chico Buarque.

P.S. Às vésperas de duas trips especiais, não desisti de tentar organizar as que já estão grudadas em mim.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

De Bier Tempel


Okay, prometo que, por enquanto, este será o último post sobre cervejas em Bruxelas; é que, agora, trata-se de uma dica sobre onde comprá-las e não sobre onde bebê-las.

O nome da lojinha é De Bier Tempel e ela fica muito perto do Délirium Café (mais sobre o Délirium, aqui), na Rue du Marché aux Herbes 56b; lá é possível adquirir cervejas e mais cervejas belgas, além de acessórios mil relacionados ao assunto (camisetas, livros, souvenirs etc.). Acredite: vale a pena entrar e passar um tempinho perdido por lá.




Dica logística: se você está interessado em comprar muitas garrafas para trazer para casa (afinal, é impossível manter uma vida financeira saudável consumindo cervejas belgas com frequência no Brasil), deixe Bruxelas para o fim da trip. Do contrário, já sabe: terá que carregar suas aquisições pelo resto da viagem ou, claro, bebê-las antes de chegar em casa. :)

Onde beber em Bruxelas (terceira parte) ou tomando a saideira com o Manneken Pis


Para completar a trilogia alcóolica do último dia do Rock Werchter (os outros dois momentos etílicos da mesma data você confere aqui e aqui), eu e o Carlos, depois de darmos um rolê por ruas menos turísticas de Bruxelas, nos jogamos no Poechenellekelder, bar que fica em frente ao Manneken Pis, e tomamos nossas saideiras.

Por ficar perto do super mimado e badalado garotinho (mais sobre ele, aqui), o Poechenellekelder é um alvo óbvio para os visitantes cervejeiros.

Dentro do bar, além dos típicos bonecos pendurados e de outros em tamanho natural que ocupam uma mesa próxima à escada que leva ao piso inferior, uma babação de ovo básica ao Manneken num quadrinho com fotos que registram a estátua usando algumas das roupinhas de seu amplo guarda-roupas.




Hoje, pensando naquele fim de tarde, o Poechenellekelder, espaçoso e iluminado pela claridade que ainda vinha da rua, foi, certamente, a melhor escolha para as últimas cervejas do dia. Seasick Steve e Nine Inch Nails que me perdoem, mas não me arrependi da troca. :)

P.S. Mais sobre o Poechenellekelder, aqui.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Matando dois coelhos ou Primal Scream e Sonic Youth no Planeta Terra

Nem é pra tanto, mas, com meu ingresso para o Planeta Terra Festival adquirido há algumas horas, posso dizer que vou dormir mais tranquila: agora, perder Primal Scream e Sonic Youth só se for por conta deles.

A propósito, hoje tá rolando Beirut em Sampa, no Via Funchal. Eu bem que queria ir, mas meu espírito rabugento me deteve. Depois de insistir na roubada e ir ao show da Cat Power no dito lugar, prometi que só alguém como o Morrissey me fará sair de casa para ver um show numa mesa apertada, o pescoço virado o tempo todo para o lado, vários garçons flanando pra lá e pra cá durante a apresentação e eventualmente parando por alguns minutos bem na sua frente para receber a grana e entregar o troco, o show rolando e pessoas falando sobre assuntos diversos, uma fila enorme para retirada do ingresso comprado pela internet antes do show e por aí afora. Enfim, como deve ter dado pra perceber, sou mais a poeira/lama e a cerveja no copo de plástico dos festivais e estádios do que a boboseira geral das casas de show fofinhas. O Beirut fica pra próxima.

P.S. É, desopilei.

domingo, 6 de setembro de 2009

Na tela (junho, julho e agosto de 2009)

Por falar em filmes, minha tela anda meio desligada e desde maio não divido com vocês os poucos filminhos que foram exibidos nela. Para me redimir, segue a lista de junho, julho e agosto, que pode servir como sugestão para o resto do feriado.

(Só pra lembrar: os critérios de classificação você encontra aqui.)

Os 25 melhores filmes britânicos

Na edição eletrônica do Guardian de hoje, a lista do Observer com os 25 melhores filmes britânicos do último quarto de século.

O primeiro lugar? Se você disse
Trainspotting, acertou. Para conferir a matéria do Guardian e a lista dos vencedores (com fotinhos), clique aqui e aqui, respectivamente. Concordou, discordou, achou alguma inserção ou classificação absurda? Escreva para o Guardian e entre no debate. :)

A cereja do bolo

"Gigi is the cherry on the top of the cake". ("Gigi é a cereja na ponta do bolo".)

Essa foi, de longe, a melhor definição que alguém já deu pra Gigi. Parece que meu mais novo amigo e atual hóspede
CouchSurfing, o Honi, sacou perfeitamente o espírito da coisa. Eu não teria resumido melhor a Gigi...

domingo, 23 de agosto de 2009

Onde beber em Bruxelas (segunda parte) ou elefantes cor-de-rosa no Délirium Café


A segunda parada cervejeira (a primeira você lê
aqui) do último dia do Rock Werchter foi o super pop Délirium Café, localizado em um bequinho/ruazinha sem saída não muito longe da Grand Place.

O bar é bem grande, com pelo menos dois ambientes: um no nível da rua, no qual a cerveja escolhida é tirada do barril, e outro no subsolo, onde o líquido divino é servido na garrafa. Neste ponto, preciso dizer que não estou certa quanto à existência ou não de barris no subsolo, pois o Délirium Café foi, num curto espaço de tempo, o momento da terceira ou quarta cerveja do dia. Obviamente, isso não seria um problema caso estivéssemos falando sobre cervejas como as nossas, cujo teor alcóolico não é tão alto. Porém, quando se trata das belgas (como era o caso), com uma média de oito por cento de álcool por garrafa, a coisa muda de figura, e a mim só resta advertir que qualquer imprecisão nas informações contidas neste post são consequência do seu próprio objeto. Afinal, você não queria que eu escrevesse sobre bares e cervejas belgas sem experimentá-las, não é mesmo?




Foi no Délirium Café que experimentei, pela primeira vez, a Delirium Tremens, a cerveja belga do elefante cor-de-rosa; acabei gostando tanto que, ao longo da viagem, repeti a dose. Informação importante: o elefantinho é mesmo poderoso e mágico, bastando um copo para que se multiplique. Jogue-se na Delirium, mas fique esperto, pois, oito e meio por cento de teor alcóolico por garrafa e, duas ou três rodadas depois, você estará vendo elefantes de todas as cores.


Caso o seu paladar não seja muito afeito às beldades belgas (é difícil imaginar uma coisa dessas, mas, como tudo é possível, não vou descartar a hipótese), você não deixará de se divertir no Délirium Café, que inclui, entre as mais de duas mil cervejas do cardápio, exemplares do mundo inteiro (consulte o menu no site do bar).

O Délirium Café fica na Impasse da la Fidélité 4A - 1000. Se passar por lá, tome uma cerveja por mim. :)


P.S. As fotos deste post são minhas.