domingo, 29 de março de 2009

Leonard Cohen - Live in London


Quando se trata do Leonard Cohen, eu sou, sim, um pouco suspeita; cheguei a dizer que ele é Deus (aqui), que vale a pena mudar o roteiro e pegar um avião, um trem, um ônibus, uma bicicleta ou ir andando mesmo pra ver um show dele (aqui), e digo mais: deveria ser obrigatório ver Leonard Cohen no palco pelo menos uma vez na vida. É algo sublime e imperdível, que transcende qualquer esforço e todos os centavos gastos, ou melhor, investidos, no melhor e mais bonito show do mundo. E se você conseguir compreender as letras, melhor ainda, porque elas são sentimento e verdade em estado puro.

Leonard Cohen - Live in London
é o último disco de LC, gravado em uma apresentação de Londres da turnê de 2008; comecei a ouvi-lo hoje à tarde e, até agora, não consegui apertar o stop (escureceu faz algum tempo). Não cheguei a contar quanto tempo tem cada um dos dois CDs, mas, considerando que o show tinha aproximadamente três horas, o disco deve ter mais ou menos essa duração.

Vi, com o Carlos (que já foi a três shows do LC), um dos shows da turnê de 2008, também em Londres e, assim como ao vivo, o repertório de Live in London reproduzido no walkman me deixou arrepiada e emocionada.

Foi lançado também o DVD do show e, se você o assistir, vai perceber que não é só Leonard Cohen que é incrível no palco: todos os músicos que o acompanham são igualmente notáveis (atenção para o baterista, Rafael Gayol) e LC faz questão de chamar a atenção do público para todos eles.

Em Enjoy the Ride, faltou só uma coisinha: também vale navio, submarino, bote ou nado pra chegar até o show! E como LC continua em tour, com shows marcados inclusive para julho, que tal garantir seu ingresso?

terça-feira, 24 de março de 2009

Rock Werchter 2009

Rock Werchter 2008/Foto: Carlos Soares

Ops, confirmadas mais algumas bandas para os palcos do Werchter!

Anunciadas hoje, no site do festival:

  • Black Eyed Peas
  • Boys Noize
  • Rodrigo y Gabriela
  • Eagles of Death Metal
  • White Lies
  • Yeah Yeah Yeahs
  • Regina Spektor
  • The Script
  • De Jeugd Van Tegenwoordig
  • Expatriate

As especulações do último dia 15 (confira aqui) seguem sendo apenas resultados de algumas equações, mas ainda há espaço e tempo para a confirmação de mais uma banda grande.

Para conferir o line-up atualizado do Rock Werchter 2009, clique aqui.

Fitter Happier

I don’t know. There’s always a new Nirvana album to look forward to, or something happening in NYPD Blue to make you want to watch the next episode.” ("Sei lá. Tem sempre um disco novo do Nirvana pra te deixar ansioso ou alguma coisa acontecendo no NYPD Blue que te faça querer ver o próximo episódio.” Tradução livre.)

Essa frase do Will, dita lá pelas páginas finais de Um grande garoto (About a boy, Nick Hornby), resume de maneira precisa a minha existência. Funciona assim: vale a pena acordar todas as manhãs porque sempre haverá um filme novo do Woody Allen, um livro do Murakami que acabou de ser lançado, um show do Leonard Cohen em algum canto do planeta e assim por diante. Tem a Gigi também, claro, mas essa é outra história.

Ou seja, basicamente, a razão de tudo é a tal da cultura, pop, rock, punk, whatever; são eles, os livros, os filmes, os shows, os discos, que não me deixam pensar em enfiar a cabeça no forno.

Mesmo assim, até ouvir o ruído do portão batendo atrás de mim na noite de ontem*, eu não havia feito quase nada além de resmungar. Okay, okay, finalmente um show do Radiohead, mas, sei lá, domingão, chuvinha, preguiça, sono... Será que não é melhor dar meu ingresso pra alguém? Será mesmo que vai valer a pena ir até a tal da Chácara do Joquey?

O portão bate, eu desencano da frescura e começo a pensar em como chegar lá. Nenhum táxi no ponto mais próximo. Entro no primeiro ônibus que passa, desço na Rebouças e pego um táxi, aleatoriamente. A Rebouças termina e a confusão começa. Ligo pro Paulo, amigo que já está na Chácara, e aviso, otimista: tô chegando.

Trânsito, trânsito, trânsito. O taxista, um senhor “agilizadíssimo” e engraçado, odeia engarrafamentos; há anos trabalha só à noite e é assaltado com frequência. Prefere os assaltantes ao trânsito. Fazemos comentários maledicentes sobre a CET e falamos sobre a desorganização reinante. Uma hora depois de ter saído de casa, chego ao local do show.

Entro sem dificuldades, encontro os amigos, tomo uma cerveja, faço uma expedição até o banheiro químico e piso numa grama movediça que parecia estar se transformando numa fossa.

Volto pra pista e não muito tempo depois, quando o show do Kraftwerk acaba, começa a minha ansiedade. Boca meio seca, consulto o relógio de dez em dez minutos. A ficha caiu e eu confesso pros amigos que estou muito, muito ansiosa.

Nove e cinquenta e oito. Será que eles serão pontuais? Será que falta tão pouco? O “homem aranha” que mexia na parte de cima do palco já havia descido e os tubos que nos shows anteriores ficaram nas laterais já estavam nos seus devidos lugares, espalhados pelo palco. As luzes apagam para, logo em seguida, os tubos se iluminarem. A melhor banda do mundo é tão boa que nem o martírio da espera o público teve que sofrer: eram nove e cinquenta e nove quando eles pisaram no palco.

Pouco a pouco, começo a ser despedaçada. Estar num show em que The National Anthem, Karma Police, Weird Fishes/Arpeggi, Faust Arp, Jigsaw Falling Into Place, Exit Music (For a Film), Fake Plastic Trees, Everything in Its Right Place e Creep são todas tocadas é, pra dizer o mínimo, muita sorte.

Lágrimas? Claro. Começaram com Exit Music (For a Film), ameaçaram ficar incontroláveis em Fake Plastic Trees e desabaram em Creep. Aliás, quando o Thom Yorke disse "guess" e a música começou a rolar, eu não precisei adivinhar o que ia acontecer comigo.

O show acabou e voltar pra casa não foi uma tarefa fácil; mas, juro, tudo bem. Conseguimos fugir das imediações da Chácara do Joquey antes da madrugada terminar, mas, se fosse necessário, eu teria ficado sentadinha na calçada até amanhecer ou teria andado até a Rebouças procurando um táxi vazio, feliz e sem resmungar.

Mesmo num estado ainda indefinível (alguma coisa entre o feliz e o perplexo e bem próxima do sublime), não consegui deixar de passar o dia sem pensar no que vem por aí. Rock Werchter, Leonard Cohen, Tracy Chapman e, quem sabe, não dou sorte e topo com o Morrisey também. Sabe, a vida às vezes pode até parecer um pouco com a letra de Fitter Happier, mas, numa boa, assim como o Will, enquanto eu estiver ansiosa pelo próximo disco do Radiohead, vou manter a cabeça bem longe do forno.

* Este post foi escrito na noite de segunda-feira, dia 23 de março.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Cactus Festival 2009


Não consigo evitar: mais um post sobre a Bélgica! Culpa do Carlos, que me falou sobre o Cactus Festival 2009, que acontece nos dias 10, 11 e 12 de julho, em Bruges. Na programação estão Tracy Chapman, Paul Weller, Calexico, Lamb e The Notwist.

Se você ainda não colocou os seus pezinhos em Bruges e pretende fazer uma visita à Europa em julho, que tal aproveitar para passar um final de semana em uma das cidades mais lindinhas do velho mundo e, de quebra, ver uns showzinhos?

Lembre-se: será verão na Europa e o festival rola ao ar livre, no Minnewaterpark, que, dizem, é estupidamente bonito.

Numa boa, é difícil resistir!

P.S.1 Leonard Cohen tocou no Cactus no ano passado. Felizes os que viram...

P.S.2 Para fotos de Bruges, clique aqui.

terça-feira, 17 de março de 2009

Festivais/Shows na Europa

Sziget Festival 2008/Foto: Carlos Soares

Três posts sobre o Rock Werchter, um sobre Bruges e outro sobre Bruxelas denunciam o fato de que sou fã da Bélgica, o país detentor das melhores cervejas e dos melhores chocolates do planeta; não vejo mal algum em passar vários dias flanando por lá, mas, claro, há muitos outros lugares que merecem a visita.

Da mesma forma, embora o Rock Werchter seja um festival muito legal, existem outros (e não são poucos), em outros países, tão ou mais legais que ele. E tem também os shows fora dos festivais, que pipocam (principalmente no verão) e que, com frequência, acontecem em lugares pequenos, sem a tal da área vip, onde você pode ver a sua banda adorada em pé, com um copo (de plástico) de cerveja na mão.

Pensando nisso, pedi para o Carlos - o maior especialista e viciado em shows e festivais que eu conheço - preparar algumas dicas para serem colocadas aqui. Como sempre, meu pedido foi prontamente atendido e as dicas você confere a seguir:

FESTIVAIS

Holanda

  • O maior festival do país é o Pink Pop, que este ano está muito, muito bom. De trinta de março a primeiro de junho. Para conferir as bandas, clique aqui.

Inglaterra
  • Quem nunca pensou em ir ao Glastonbury? É o maior de todos os festivais e seus ingressos são vendidos antes mesmo que as bandas sejam anunciadas. Por falar em ingressos, os da edição de 2009 estão esgotados. Para quem não aguenta esperar a divulgação da programação, o Carlos recomenda uma passadinha pelo The Gorge, um site com especulações a respeito do que vai rolar no festival.

Escócia


Alemanha


França


Hungria

  • Sziget. Acontece em Budapeste, numa ilha do Danúbio; se você estiver em Buda, por exemplo, e olhar para o rio, vai ver que há ilhas no meio dele e é em uma delas que rola o festival. Segundo o Carlos, o Sziget é bem diferente e o público vai menos pelas bandas do que pela festa em si.


Sziget Festival 2008/Foto: Carlos Soares


Espanha


Croácia


SHOWS

No post "Enjoy the Ride", de 26 de dezembro de 2008, eu falei sobre o Poolstar (dica do Carlos), um site onde você pode buscar shows no mundo inteiro; a dica continua valendo, mas dá para incrementar a pesquisa utilizando os sites das próprias bandas e outros de compras de ingressos, como o Eventim. Foi nele que o Carlos descobriu shows do Leonard Cohen em julho, ainda não anunciados no site do LC.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Peru virtual

Menos de um mês para a próxima viagem e eu começo a entrar na sintonia e a viajar nos preparativos, nos relatos de outros viajantes e na perspectiva de experimentar um pouco de um país que atrai e enfeitiça tanta gente.

Se você também está planejando viajar para o Peru ou já está às vésperas de desembarcar por lá, recomendo uma passadinha pelos sites abaixo; afinal, é como eu sempre digo: Deus salve a internet!
P.S.1 A viagem está só começando. Mais sobre o Peru? Aguarde!

P.S.2 Os três primeiros links estão indicados na sexta edição do Peru Travel Guide, da Lonely Planet, que hoje foi oficialmente admitido na pilha de livros da minha cabeceira.

domingo, 15 de março de 2009

Rock Werchter 2009

Rock Werchter 2008/Foto: Carlos Soares


Quase um mês se passou (ver post Rock Werchter 2009, de 22 de fevereiro de 2009) e dá pra dizer que o Rock Werchter, o maior festival da Bélgica, agora está pegando fogo. Muita coisa boa nos palcos, ingressos para a sexta-feira, 3 de julho, esgotados e a possibilidade de mais uma banda grande ser anunciada (a programação ainda não está fechada); o Carlos, meu correspondente mais que especial na Europa e principal colaborador, acha (com base em especulações que são quase uma fórmula matemática) que Bruce Springsteen, Morrisey, U2 ou, ai, meu Deus, Leonard Cohen, estão entre os nomes cotados para pisar no palco do festival neste ano.

Bruce Springsteen me deixaria feliz, Leonard Cohen e Morrisey fariam meu coração parar de bater (LC já fez isso uma vez) e, no caso do U2, considerando que o festival é na Bélgica, eu talvez ficasse no outro palco bebendo cerveja ou, dependendo da banda e do cansaço, poderia simplesmente olhar o movimento (sempre com a cerveja, claro). Ou seja, não tem como ser ruim. Aliás, mesmo que nenhum deles seja confirmado, a coisa já está pra lá de boa.

Nos palcos do Rock Werchter 2009:


2/7/2009 (quinta-feira)

  • The Prodigy
  • Oasis
  • Placebo
  • Dave Matthews Band
  • Lily Allen
  • Tiga
  • Emiliana Torrini
  • Pendulum
  • Laurent Garnier
  • Fleet Foxes

3/7/2009 (sexta-feira)

  • Coldplay
  • The Killers
  • Bloc Party
  • Elbow
  • Amy Macdonald
  • Just Jack
  • Jason Mraz
  • The Streets
  • Henry Rollins Spoken Word
  • Lady Gaga
  • M. Ward
  • Priscilla Ahn
4/7/2009 (sábado)
  • 2manydjs
  • Kings of Leon
  • Nick Cave and the Bad Seeds
  • Franz Ferdinand
  • Limp Bizkit
  • Social Distortion
  • Katy Perry
  • Mogwai
5/7/2009 (domingo)
  • Metallica
  • Seasick Steve
  • Nine Inch Nails
  • Kaiser Chiefs
  • The Mars Volta
  • Mastodon
  • Flaming Lips
  • Röyksopp
  • Ghinzu
  • The Hickey Underworld
P.S. Falando em Bruce Springsteen e em U2, sobre Working on a Dream (novo disco do Bruce Springsteen) e No Line on the Horizon (novo disco do U2), recomendo as matérias recentemente publicadas na edição eletrônica do Guardian. Para vê-las, clique aqui (Bruce) e aqui (U2).

sábado, 14 de março de 2009

Shakespeare and Company

Foto: Camila Guido

Quem viu Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset, 2004, Richard Linklater) vai se lembrar da cena em que Celine (July Delpy) e Jesse (Ethan Hawke), muitos anos depois da promessa feita em Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 1995, Richard Linklater), se encontram em Paris durante o lançamento do romance de Jesse na livraria Shakespeare and Company.

Foi por causa dessa história de amor que, durante minhas andanças pela cidade, resolvi sair em busca da livraria e, embora a procura fizesse parte do roteiro, acabei encontrando a Shakespeare and Company completamente por acidente.

A Cidade Luz já lançava seu brilho sobre a noite quando eu saí, em estado de graça, da Notre Dame - onde, durante a celebração de uma missa, um coro de mulheres cantava uma melodia maravilhosa que se misturava à luz emitida pelas chamas das velas e se espalhava pela atmosfera – e comecei a andar a esmo, indo em direção à esquerda após cruzar a praça da catedral; atravessei uma rua e pisei em uma calçada recheada de cafés e de parisienses animados e, um ou dois passos depois, vi um letreiro familiar com a inscrição Shakespeare and Company, caixas e banquinhas de livros na calçada e muito movimento. Esfreguei os olhos e abri um daqueles sorrisos que a gente dá pensando no destino, na fortuna, no acaso ou como queira chamar. Lá estava ela, a livraria onde Celine e Jesse haviam finalmente se encontrado e onde escritores como Hemingway - na época jovem e sem dinheiro - pegavam livros emprestados com a antiga proprietária, Sylvia Beach.


Foto: Camila Guido


Em Paris é uma festa (A moveable feast), Hemingway relata algumas conversas que teve com Sylvia, que lhe emprestava livros e estava sempre preocupada com sua saúde (para economizar, o escritor costumava pular algumas refeições); a Shakespeare and Company ficava, então, no número 12 da rue de l’Odéon e não no 37 da rue de la Bûcherie, seu atual endereço.

Assim como de local, a loja também mudou de mãos e não pertence mais a Sylvia Beach, que faleceu em 1962. Porém, quando se fala no nome da atual proprietária, pode haver alguma confusão: Sylvia Beach deixou a livraria para seu amigo, o americano George Whitman, cuja filha e hoje proprietária da Shakespeare and Company se chama, em homenagem a Sylvia Beach, Sylvia Beach Whitman.

Sobre a primeira Sylvia, vale dizer que, entre outras coisas, "editou, reimprimiu e publicou Ulisses para James Joyce em 1922 e teve sua livraria fechada pelos nazistas durante a ocupação por se recusar a vender a última cópia de Finnegan's Wake para um oficial". (tradução livre da sexta edição do Paris City Guide, da Lonely Planet)



Foto: Camila Guido

Para saber mais, recomendo a ótima matéria do O Estado de S. Paulo digital, do último dia primeiro. Quem me passou o link foi o Carlos e a única coisa errada com a minha visita à Shakespeare and Company é o fato de que ele não estava comigo. Mas eu volto, agora com ele, ainda neste ano. Para ler a matéria, clique aqui.

P.S.1 A sexta edição do Paris City Guide, da Lonely Planet, traz um roteiro literário que, para os mais obcecados (como eu), vale a pena conferir.

P.S.2 Para ver a cena em que Celine e Jesse se encontram na Shakespeare and Company, clique aqui.


quinta-feira, 5 de março de 2009

No walkman em fevereiro de 2009

  • Morrisey - Years of Refusal (É o disco do ano. Romântico, rebelde e moderno, Years of Refusal está matando minha fome de rock and roll. Morrisey acabou com qualquer possibilidade de desalento musical que eu pudesse vir a sentir. Outro dia, o Carlos me perguntou quais eram as faixas mais legais e eu não soube responder, porque o disco é sensacional do começo ao fim e todas as músicas se encaixam perfeitamente no conjunto. Mas uma coisa é batata: fico arrepiada todas as vezes que ouço You Were Good in Your Time, arrasada com I 'm Throwing my Arms Around Paris, ensandecida com Something is Squeezing my Skull e tudo o que resta do meu coração no final de All You Need Is Me é um pedaço de carne contorcida. Ah, duvido que você consiga ouvir baixinho.)
  • Arcade Fire - Funeral (Eu preciso ir a um show deles; estou babando de vontade! A banda é simplesmente o máximo. Neighborhood # 1 é meu mantra. Atenção também para Neighborhood # 4 e Crown of Love.)
  • Beth Orton - Central Reservation (O disco é bom, mas, mesmo depois de ouvir três ou quatro vezes, não consigo pensar nele como nada além de música para relaxar. Não me ganhou.)
  • Cold War Kids - Robbers & Cowards (Juro que não esperava ouvir um disco tão bom quando apertei o play; fiquei passada com We Used to Vacation e arrepiada com o baixo de Hang Me Up to Dry, que passei dias ouvindo loucamente.)
  • Glasvegas - Glasvegas (No último sábado, o Carlos - meu correspondente especial na Europa - viu um show da banda por lá e, segundo ele, considerando meus critérios de avaliação - ver post Na tela em dezembro de 2008, de 7 de janeiro de 2009 -, o show ganharia um "bom". Digo o mesmo do disco. Bom, e nada mais.)
  • Isobel Campbell & Mark Lanegan - Sunday at Devil Dirt (Continuo adorando a mistura e o contraste das vozes - ver post No walkman em janeiro de 2009, de 4 de fevereiro de 2009 -, mas gosto mais de Ballad of the Broken Seas, o primeiro disco da dupla. Ops, calma, Sunday at Devil Dirty também vale a audição. Além dos discos, se você puder ouvir Mark Lanegan e Isobel Campbell ao vivo em algum canto do mundo, não deixe de fazê-lo. Ele canta como se estivesse em transe e ela é exatamente como a voz que a gente ouve nos discos: bonita e doce. Ah, a moça também toca vários instrumentos ao longo do show. Puxa, eu quero ver de novo!!!)
  • Miles Davis - Kind of Blue (Se eu tivesse que escolher um disco entre todos os discos do mundo, eu escolheria Kind of Blue, que, para dizer a verdade, nunca sai do walkman.)
  • Portishead - Third (Dispensa comentários, né? Faixas preferidas? Nylon Smile, The Rip e Deep Water.)

domingo, 1 de março de 2009

Na tela em fevereiro de 2009