domingo, 31 de maio de 2009

Decolando

Há algum tempo, falei, aqui, sobre como pesquisar e comprar passagens aéreas baratas para voos pela Europa. Faltou, porém, dizer o mais importante (afinal, para flanar pela Europa, é necessário, antes, chegar lá): como pesquisar preços de passagens aéreas para voos que partem do Brasil com destino a outros lugares do mundo e, também, para voos nacionais.

Pois bem, a meu ver, o site da Decolar.com é o melhor local para comparar preços de passagens aéreas e, também, para comprá-las; até hoje, durante as minhas pesquisas, ninguém bateu a Decolar e, no fim das contas, sempre acabo fechando com eles.

A propósito, se, durante anos, ouvi várias histórias sobre a necessidade de comprar uma passagem até Lima para, lá, descolar uma passagem em um voo que partisse para Cusco (quando foi ao Peru pela primeira vez, o Carlos passou por uma epopéia do gênero), posso afirmar que, agora, é possível sair do Brasil com uma passagem para Cusco que, acredito, invariavelmente terá uma escala (em Lima, provavelmente, como foi o nosso caso).

De qualquer forma, pesquise antes, pois, eventualmente, pode ser mais barato fazer como nos velhos tempos (antes de comprarmos as nossas passagens para a ida a Cusco na Semana Santa, o Carlos fez uma pesquisa e achamos que a diferença de preço, muito pequena, não valia o trabalho, de forma que optamos por uma passagem da TAM para Cusco, com escala em Lima).

Onde comprar moeda estrangeira

Vai viajar e precisa cotar e comprar moeda estrangeira?

Bom, se você ainda não sabe por onde começar, eu recomendo a
Tarefa Câmbio, a Action Câmbio e a Cotação (as duas últimas têm lojas em São Paulo e em outras capitais do Brasil).

Recentemente, em função da ida ao Peru, tentei comprar nuevos soles (a moeda do país) aqui no Brasil e descobri que nenhuma dessas operadoras trabalha com a moeda. Desencanei e comprei dólares. De qualquer forma, se você quiser arriscar, em Cusco (na cidade e no aeroporto) descobri ser possível trocar reais. Também dá para trocar euros.

No final de 2007, antes de ir ao Chile, comprei alguns pesos chilenos antes da trip (não sei se na Action ou na Tarefa); pesquise, pois, comprando dólares e trocando por pesos depois, a gente sempre perde uma grana no câmbio. Já naquele ano, em Santiago, era ampla a oferta de pesos por reais (não sei como estão as coisas agora).

A Action e a Cotação trabalham com o Visa Travel Money.

sábado, 30 de maio de 2009

Pousada da Bia ou Tiradentes: onde ficar

Tiradentes, MG

Meados de 2007. Eu, às vésperas de alguns dias de férias, ainda não havia decidido qual seria o meu destino durante os tão sonhados dias de alforria (não escondo de ninguém: meu maior objetivo no trabalho é alcançar as férias), quando, seduzida pelos relatos de uma amiga, a Ana, resolvi ir a Tiradentes, em Minas Gerais.

Resolução tomada, contei os planos de viagem para a minha mãe, a Mirian, que logo acrescentou: "Ops, vou com você!"

Pouco tempo depois, zarpamos para Tiradentes e, embora nossos espíritos estivessem preparados pelas histórias e fotos da Ana, nem de longe esperávamos encontrar um lugar tão especial.

Se, anos antes, Ouro Preto havia me conquistado com sua magia peculiar, Tiradentes superou a sua "vizinha" e arrebatou de vez os meus sentidos e a minha emoção, a ponto de eu, desde então, pensar com frequência em um dia mudar para lá.

Sim, eu adoraria passar algum tempo da minha existência nessa cidade charmosa e encantadora e sigo com essa idéia guardada em um dos meus compartimentos que já não são mais tão secretos assim. O único problema é que, morando em Tiradentes, eu provavelmente viveria numa casa como a de qualquer morador da cidade, o que me deixaria sem o aconchego e os mimos da Beth, da Pousada Bia, e sem a deliciosa conversa e o bom gosto da própria Bia.

Pousada da Bia, Tiradentes, MG

Para começar, eu, que não sou tão fã assim de pães de queijo, devorava essas maravilhosas iguarias feitas pela Beth no incrível café da manhã oferecido pela Pousada (servido numa espécie de caramanchão que é uma graça) e, depois das minhas várias xícaras matinais de café, ainda comia alguns pedaços de bolo que a Beth delicadamente preparava de acordo com os nossos gostos, após perguntar, na véspera, que bolo gostaríamos de comer no café da manhã do dia seguinte. Claro que voltei mais gordinha pra casa (e mais feliz também).

Isso sem falar na Bia, a (doce) dona da Pousada, com quem é um prazer passar as horas conversando. A propósito, a Bia, que, além do ótimo gosto, tem conhecimento técnico sobre o assunto, dedicou especial atenção a cada detalhe da decoração da Pousada, desde as maçanetas e chaves rústicas até os vasos dos ambientes externos. Tudo impecável.

E, como a perfeição existe, os preços são excelentes, a localização da Pousada é perfeita e o astral, bom, acho que já deu pra perceber que é nota mil.

P.S.1 A dica da Pousada da Bia também foi da Ana.

P.S.2 As fotos deste post são minhas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas


Talvez você tenha notado que Lost City of the Incas, livro escrito por Hiram Bingham - o americano que, em 1911, "descobriu" Machu Picchu -, anda pela minha cabeceira há um bom tempo. De fato, antes mesmo da viagem ao Peru, ele já estava lá, e, se você pensou que ele está "empacado" porque é chato ou coisa do gênero, fico feliz em dizer o contrário: Lost City of the Incas é bem legal e eu ainda não cheguei à sua última página porque a vida está, digamos, pra lá de agitada e eu, sem tempo para os meus livrinhos.

Mas, se não é possível dormir e ler simultaneamente, quando se trata de comer a história é diferente e a companhia de um livro não só é viável como também é muito bem-vinda. Hoje, enquanto percorria algumas páginas do livro de Bingham durante o almoço num restaurante do movimentado e barulhento centro de São Paulo, uma parte de mim, graças àquela mágica que as palavras têm o poder de fazer, estava num lugar bem mais agradável. O que eu estava comendo? Bom, teria que me esforçar pra lembrar, mas, se você me perguntar onde exatamente eu estava, posso mostrar:


















P.S. As fotos deste post são de Machu Picchu e foram tiradas por mim.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Próxima parada

Enquanto o Glastonbury anunciava o lineup completo deste ano (aqui e aqui), eu e o Carlos fechávamos o nosso lineup de fim de junho até meados de julho próximos.

Na programação estão:
  • Antuérpia - Tindersticks
  • Colônia - Leonard Cohen
  • Colônia - Tracy Chapman
Ingressos comprados, o difícil, agora, é suportar a passagem das horas até o momento do embarque, ou melhor, do desembarque.

Detalhe: começo a sentir o gostinho da Duvel...

Na cama com John e Yoko

Há exatos quarenta anos, John Lennon e Yoko Ono protagonizavam um bed-in pela paz no Hotel Quenn Elizabeth, em Montreal, Canadá.

Na edição eletrônica do Guardian de hoje você confere algumas fotografias inéditas feitas na ocasião pelo fotógrafo e jornalista Gerry Deiter, que agora fazem parte da exposição Give Peace A Chance: John Lennon and Yoko Ono's Bed-In For Peace, em exibição em Liverpool, na Inglaterra.

Para ver as fotos, clique aqui.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Puno: onde ficar

Antes de irmos a Puno havíamos lido relatos muito pouco lisonjeiros sobre a cidade e confesso que tanto eu quanto o Carlos estávamos um pouco receosos a respeito do que encontraríamos por lá. O temor, claro, estendia-se à hospedagem e, como não sabíamos exatamente em que dia da semana iríamos (ou até mesmo se iríamos) de Cusco para Puno, chegamos ao Peru sem reserva de hotel no local que, para muitos, é o ponto de partida para o Lago Titicaca.

Uma vez em Cusco, apertamos o nosso roteiro para encaixar a ida a Puno e o passeio pelo Lago Titicaca, já que, em função de uma greve geral de transportes no Peru, nossa programação inicial ficou um pouco prejudicada.

Um dia antes da viagem, saímos pela internet em busca de um hotel razoável em Puno e acabamos fazendo uma reserva no Conde de Lemos Inn, sobre o qual havíamos encontrado bons comentários.

Tomados por um certo surto de frescura, chegamos em Puno duvidando das nossas escolhas e preparados para o pior. Tudo bobagem: Puno é uma cidade normal e, no nosso caso, o Conde de Lemos Inn foi uma excelente escolha.

O hotel é limpo, organizado, tem ótima localização e o pessoal é muito eficiente e simpático. Ao fazer a reserva, dissemos que gostaríamos de um passeio pelo Lago Titicaca para as Ilhas Uros e Taquile (há passeios só para Uros), o que foi providenciado (a maioria dos hotéis organiza passeios, que não são necessariamente excursões - no sentido tradicional do termo, ao qual eu sou alérgica -, pois, ao chegar ao cais, você é inserido em barcos com outras pessoas que não necessariamente aquelas do seu hotel; para economizar, creio ser possível contratar um passeio no próprio cais, mas, mesmo sendo adeptos das formas mais baratas e independentes de viajar, a nossa chegada a Puno durante a madrugada do dia do rolê pelo Lago nos influenciou na escolha da opção mais cômoda).

Peru, Puno

Peru, Puno

Encontramos o Conde de Lemos Inn tanto no Hostelworld.com como no Hostelbookers.com, porém, fizemos a reserva por e-mail e por telefone (como somos impacientes e tínhamos pressa, acabamos ligando também).

Quanto a chuveiro com água quente (Puno é bem fria e há relatos de hostels/hotéis com escassez de água quente), sou testemunha da água escaldante que jorrava do chuveiro do nosso quartinho no Conde de Lemos Inn, inclusive durante a madrugada. Para os mais friorentos, havia também aquecedor no quarto.

P.S. As fotos deste post são minhas.

sábado, 23 de maio de 2009

Cusco é uma festa!

Apesar de saber que a Semana Santa está entre as maiores festas do Peru, eu jamais poderia imaginar o que estava por vir quando aterrissamos em Cusco (ou, como eu disse aqui, Cuzco ou Qosq'o, em Quechua) na última Sexta-feira da Paixão.

Tudo parecia normal quando descemos do táxi na Plaza de Armas e fomos caminhando em direção ao Piccola Locanda, hostel onde tínhamos reserva (mais sobre o Piccola Locanda, aqui). Estávamos no meio da tarde e, após nos livrarmos das mochilas, saímos para flanar pela cidade e procurar um lugar onde pudéssemos contar com a ajuda de algumas Cusqueñas para nos aclimatarmos mais rapidamente.

Descemos a Escadaria Resbalosa até a Plaza de Armas e, de lá, passamos à Plaza Regocijo, na qual encontramos uma multidão assistindo à passagem de uma procissão que, apesar da austeridade ritual, era, simultaneamente, uma festa de adereços coloridos, uniformes militares, músicos com seus instrumentos, turistas que vinham se juntar ao espetáculo e funcionários de restaurantes que se debruçavam sobre os balcões dos edifícios coloniais.

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Um ou dois dias depois, saímos pela manhã e, ao chegarmos à Plaza de Armas, percebemos uma certa agitação que, pouco mais tarde, descobrimos ser uma grande festa que viria a durar quase todo o dia.

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Peru, Cusco, festividades da Semana Santa

Mas, não para por aí: independentemente das festividades, Cusco está, dia e noite, sob o sol e sob a chuva, em movimento: quilos de turistas, milhares de táxis em frenético zunzum por todos os cantos, a população local com seus afazeres corriqueiros, ônibus de turismo, cães perambulando, mulheres e crianças vendendo artesanato pelas ruas, funcionários de agências de turismo e de restaurantes em busca de clientes, ofertas de câmbio pelas calçadas, passeatas noturnas e por aí afora.

Pode parecer caótico e, sob certo ponto de vista, é; mesmo assim, o suposto caos não abala a substância indefinível (mas absolutamente perceptível) que parece formar a essência de Cusco. Na verdade, apesar das suas credenciais e da atmosfera envolvente, a mais antiga cidade continuamente habitada do Continente Americano precisa de muito pouco para abalar as estruturas dos visitantes. É simples: sente-se em uma das sacadas de um dos vários restaurantes que circundam a Plaza de Armas e passe algumas horas observando o movimento. Duvido que aconteça, mas, se o seu coração não balançar, corra para o médico.

P.S. Todas as fotos deste post são minhas.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Barcelona, Bruxelas, Londres, Paris e Praga: onde ficar

É muito provável que, ao ler o post Um teto pra chamar de seu ou a vida depois dos trinta, você tenha notado que, na hora de planejar uma viagem, onde ficar é uma das minhas grandes preocupações e, claro, uma das prioridades na hora do planejamento. Assim, por mais que a internet tenha tornado tudo bastante simples e prático, sempre fico feliz quando recebo uma boa dica de hospedagem (que costumo seguir).

Pensando nisso, a partir de critérios como limpeza, segurança, localização, aconchego e preço, seguem algumas sugestões para o seu mais que merecido descanso após um dia exaustivo de férias:

BARCELONA

Hotel Principal: Ótimo hotel, com excelente localização.

Barcelona, Park Güell

BRUXELAS

ApartmentsApart Brussels: para saber mais sobre as minhas impressões a respeito dos apartamentos da rede ApartmentsApart de Bruxelas, clique aqui.

Bruxelas, Grand Place

LONDRES

Europa House Hotel: Aconchegante é a palavra que melhor define o Europa House. Além disso, está localizado a uma quadra do metrô (e praticamente atrás do Hyde Park), tem ótimas acomodações (só não espere elevador), o pessoal da recepção é atencioso e prestativo e há vários restaurantes nos arredores.

Jurys Inn Chelsea: perde em localização e aconchego para o Europa House, mas não deixa de ser uma boa opção.

Londres, Rio Tâmisa, Parlamento

PARIS

Hotel Beausejour Montemartre: ótima localização, o quarto triplo era grande e o café da manhã (que não está incluído no diária) vale o quanto custa. Considerando que em Paris a hospedagem costuma ser cara, o preço do Beausejour é bem razoável. O atendimento decepciona um pouco, mas nada que seja irremediável.

Etap Hotel Paris La Villette: antigo conhecido do Carlos, eu diria que, sem abrir mão de algum conforto (como banheiro no quarto), o Etap La Villette é uma ótima opção para uma estada econômica em Paris. Não está localizado propriamente no meio da badalação, mas fica a poucos passos do metrô.

Interior da Notre Dame de Paris

PRAGA

Hotel Angelis: perto do metrô, acomodações excelentes (a ponto de superar as expectativas), pessoal do hotel simpático e ótimo preço.

Praga, Praça da Cidade Velha

P.S.1 Com exceção do Europa House Hotel, a reserva de todos os outros hotéis pode ser feita pelo Booking.com, que, normalmente, tem tarifas melhores.

P.S.2 Todas as fotos deste post são minhas.

domingo, 17 de maio de 2009

Violinos em Malá Strana ou Praga: onde comer

Foto: Camila Guido/Praga, Malá Strana

Sempre que penso em Praga sou tomada por uma felicidade visceral e por uma saudade que não tem explicação. É quase como se ela fosse uma velha conhecida, um lugar onde eu sempre estive.

Perambulando por Malá Strana - o bairro onde está o Castelo de Praga - numa tarde cinzenta e fria de novembro, eu e a Smith entramos ao acaso no restaurante que fica sob os violinos da Rua Nerudova, o U Trí Houslicek (para ser exata, no original, há um acento circunflexo ao contrário no r de Tri e no c de Houslicek), onde fomos bem felizes.

Em primeiro lugar, para explicar os violinos que você vê na foto deste post, utilizo texto da publicação Praga - A Cidade Mãe, de Marie Vitochová, Jindrich Kejr e Miloslav Husek (acentos circunflexos ao contrário no r de Jindrich e no s de Husek), em Português, comprada em uma livraria da praça da Cidade Velha:

"Durante os passeios pelas ruas de Malá Strana com frequência vemos quadros, plásticos ou relevos, símbolos nos edifícios, estreitamente ligados às casas, à sua história, vida ou profissão de seus proprietários originais. Outrora estes adornos das fachadas serviam para identificar cada casa e o seu proprietário, tinham também a função votiva ou protectora ou indicavam a que se dedicava o seu proprietário." (p. 43)

Especificamente sobre os três violinos, o site do U Trí Houslicek traz a seguinte explicação:

"Esta casa famosa 'Três pequenos violinos' pertenceu já no século XVI ao pintor da corte do Emperador Rudolf II. Mais tarde, tornou-se o lugar da mais significativa loja de violinos tcheca." (Tradução livre; o texto original em inglês você confere aqui.)

Além de todo o contexto histórico, o U Trí Houslicek merece a visita também pela ótima comida e pelo ambiente agradável e aconchegante. Há pratos típicos tchecos, como a ótima sopa que tomei como entrada, e pratos da cozinha internacional, tudo de boa qualidade. Isso sem falar no atendimento, excelente, e no preço, que é perfeitamente razoável (se estiver num esquema muito rígido, economize uns poucos euros - ou coroas tchecas - um dia antes; lembre-se: o leste europeu é mais barato que a Europa em geral).

Por fim, seria uma pena, mas, caso você não suporte música clássica, não entre no U Trí Houslicek.

Concertos Matinais na Sala São Paulo

Uma ótima pedida para as manhãs de domingo são os Concertos Matinais na Sala São Paulo.

Segundo a Lu, amiga querida que me deu a dica e comprou nossos ingressos para este domingo, a Sala oferece visitas monitoradas após os concertos. Para mais informações sobre as visitas, clique aqui.

P.S.1 Os ingressos para os concertos custam dois reais e podem ser comprados a partir da segunda-feira anterior a eles. Para conferir a programação, clique aqui.

P.S.2 Não consigo evitar os meus pensamentos inadequados (ou politicamente incorretos, como queira): a Sala permite a presença de crianças nos Concertos Matinais, o que, considerando a movimentação contínua e os resmungos de algumas delas, bem como a conversa posterior entre amigos sobre a conveniência ou não da presença de seres que obviamente não estavam se sentindo bem no local, lembrei (como frequentemente acontece) da abertura do Discurso do Método de Descartes, que, a meu ver, soluciona todos os problemas que são deixados à mercê do tal bom senso:

"O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o têm. E não é verossímil que todos se enganem a tal respeito; mas isso antes testemunha que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens; e, destarte, que a diversidade de nossas opiniões não provém do fato de serem uns mais racionais do que outros, mas somente de conduzirmos nossos pensamentos por vias diversas e não considerarmos as mesmas coisas."

P.S.3 Pessoas, por favor, durante os concertos, deixem as crianças em casa!!!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

7 Encontros, 7 Autores, 7 Diretores, 7 Leituras

Também no Sesc Consolação, tem início na próxima segunda-feira, dia 18, o terceiro ano do ciclo de leituras 7 Encontros, 7 Autores, 7 Diretores, 7 Leituras, tendo como tema a intolerância.

O primeiro encontro da série traz o O Santo Inquérito, de Dias Gomes, sob a direção de Eugênia Thereza de Andrade. A programação dos encontros subsequentes, todos gratuitos, você vê a seguir:

8 de junho
- Zoo Story - Edward Albee

13 de julho
- O Interrogatório - Peter Weiss

17 de agosto
- As Feiticeiras de Salem - Arthur Miller

21 de setembro
- Calabar - O Elogio da Traição - Chico Buarque/Rui Guerra

26 de outubro
- Oração para uma Negra - William Faulkner/Adap. Albert Camus

23 de novembro
- Marat Sade - Peter Weiss

Para mais informações, consulte a programação do Sesc Consolação,
aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sartre e Simone de Beauvoir no Sesc Consolação


Viver sem tempos mortos

Felizmente, uma amiga, a Ana, me deu a dica a tempo, pois os ingressos para o monólogo Viver sem tempos mortos, "
que utiliza como mote a troca de correspondências entre os filósofos franceses Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre", dirigido por Felipe Hirsch e encenado por Fernanda Montenegro (a direção de arte é de Daniela Thomas), estão quase no fim.

O espetáculo fica em cartaz de 23 de maio a 28 de junho. Para maio, não há mais ingressos.

Mais informações,
aqui.


Simone de Beauvoir, uma mulher atual

Outra dica preciosa da Ana foi a exibição do documentário inédito Simone de Beauvoir, uma mulher atual (Simone de Beauvoir, une femme actuelle, 2008, Dominique Gros), todas as quartas-feiras à noite (às oito horas), de 20 de maio a 24 de junho. Após a exibição, haverá palestra com o professor Jorge Coli, da Unicamp, e debate com Fernanda Montenegro. Gratuito.

Mais informações,
aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

La Cigale

Ainda na França, o La Cigale, um antigo teatro no Boulevard de Rochechouart, em Paris, é um lugar muito legal para pegar uns showzinhos.

De acordo com a história que se tem no site do teatro, o La Cigale já testemunhou números de cabaret de grandes estrelas, festas de Jean Cocteau e projeções de filmes (especialmente de kung-fu). Em 1987, foi reformulado pelo arquiteto e designer Philippe Starck e aberto novamente para múltiplos propósitos.

Relativamente pequeno e cheio de charme e personalidade, o La Cigale é perfeito para shows. Dá para ver o palco numa boa e curtir o show sem aperto (vimos uma apresentação do Vampire Weekend, cujos ingressos estavam esgotados, e não havia superlotação), a acústica é legal e o visual do teatro, com suas cores quentes e arquitetura antiga, é a própria imagem que se tem de uma casa de shows parisiense.

Vale muito a visita!

P.S.1 Para ver a programação deste ano (Cold War Kids estará no palco no próximo dia 27), consulte o site do La Cigale, aqui.

P.S.2 Para visualizar a fachada do teatro no Boulevard de Rochechouart, clique
aqui.

domingo, 10 de maio de 2009

Les Nuits de Fourvière 2009

"Vamos, vamos!", foi o que eu disse ao Carlos quando ele me falou que o Herbie Hancock (por quem eu sou doente) toca em Lyon, na França, no dia 6 de julho, no Les Nuits de Fourvière 2009.

Passada a empolgação, tive que me conformar com a realidade: não vai dar pra encaixar Lyon no meu próximo rolê pelo velho mundo, que será breve e muito movimentado. Resignada, parei de pensar no assunto e de me atormentar.

Hoje, porém, ao ver com mais calma a programação e o local dos shows, toda a minha aceitação foi por água abaixo! Eu quero ir!!!

Conselho: se você estará flanando pela França em junho/julho e pretende dar uma passadinha em Lyon, que tal pensar seriamente no assunto, comprar seu ingresso e ir ao Les Nuits de Fourvière 2009? Para consultar a programação do festival e obter outras informações, clique
aqui.

P.S.1 Ao clicar, por exemplo, em "le festival" e em "infos pratiques", preste atenção na foto do teatro galo-romano (onde rolam os shows), no canto esquerdo da página. É de babar.

P.S.2 Lembre-se: será verão na Europa e os shows são ao ar livre.

P.S.3 Mais sobre Fourvière, a colina onde tudo acontece, aqui.

sábado, 9 de maio de 2009

Cusco: onde ficar

Peru, Cusco, Plaza de Armas

Em Cusco (também Cuzco ou Qosq'o, em Quechua, conforme a sexta edição do Lonely Planet Peru Travel Guide), uma boa opção de hospedagem é o hostel Piccola Locanda, que fica pertinho da igreja de San Cristóbal, quase no fim da escadaria Resbalosa e a alguns degraus da Plaza de Armas.

Peru, Cusco

Com um pessoal eficiente e simpático, ambiente super agradável e limpo, acesso à internet (dois computadores disponíveis para os hóspedes em um dos corredores), café da manhã legalzinho e um terraço com uma vista incrível, o Piccola Locanda tem quartos individuais, duplos e triplos, cujos preços variam de acordo com a temporada (alta ou baixa) e com o quarto escolhido (cada um tem um nome e características próprias).

Peru, Cusco, Piccola Locanda, vista do quarto Cecilia

A reserva pode ser feita diretamente com o hostel, por e-mail (que é a melhor opção, caso você queira muito ficar em um quarto determinado), ou pelo Hostelworld.com.

Agora, o Piccola Locanda tem um inconveniente, que varia de acordo com a disposição (e o preparo físico) de cada um: a Resbalosa, escadaria no topo da qual ele está localizado e que, em muitos momentos, em razão da altitude e da cerveja, parece não ter fim.

Peru, Cusco, Escadaria Resbalosa

Mas, se você é do tipo que encara poucas e boas por um visual de acelerar o coração e pira com vistas panorâmicas de cidades, não tenha escrúpulos: mesmo com tantos degraus pela frente, suba a Resbalosa e seja feliz!

Peru, Cusco, vista do terraço do Piccola Locanda

Peru, Cusco, vista do terraço do Piccola Locanda

P.S.1 Ao pegar um táxi até o Piccola Locanda, peça ao taxista para levá-lo até a igreja de San Cristóbal, que fica praticamente na frente do começo da Resbalosa e próxima do hostel.

P.S.2 Todas as fotos deste post são minhas.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Fleet Foxes


Ouvindo Fleet Foxes - o ótimo disco da banda homônima, - lembrei de uma matéria deliciosa publicada na edição eletrônica do Guardian. Nela, Jonathan Jones explica por que julga (e compra) discos pela capa.

No caso de Jonathan, é compreensível que na sua coleção estejam capas, ops, discos, como The Velvet Underground & Nico (The Velvet Underground), Animals (Pink Floyd), Closer (Joy Division), Strange Days (The Doors) e, claro, Fleet Foxes.

Para saber mais sobre as obsessões artísticas/musicais de Jonathan Jones, clique aqui.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Hey Jude na Trafalgar Square

Só agora consegui ver o vídeo que o Carlos, empolgadíssimo, me mandou pela manhã, e entendi o porquê da ansiedade dele para que eu o assistisse logo: o vídeo é mesmo super feliz. E incrível!

Para ouvir (e ver) Hey Jude e se emocionar, clique aqui.

domingo, 3 de maio de 2009

No walkman em março/abril de 2009

  • Franz Ferdinand - Tonight (Eletrônico demais pra mim! Cheguei a fazer uma comparação "tosca", e, depois, o Carlos acabou dizendo que eu tinha razão: parece um disco do Jamiroquai!)
  • John Coltrane - Blue Train (É sempre assim: o disco começa a tocar e eu me sinto numa bolha de prazer, conforto e segurança. Se eu tivesse que morar em algum disco, Blue Train seria minha casa.)
  • Leonard Cohen - Various Positions (Um dos discos que mais gosto de LC. Apesar das incríveis - e famosas - Dance Me to the End of Love e Hallelujah, fico super derretida com Coming Back to You.)
  • Marianne Faithfull - Easy Come Easy Go (Quem resiste à voz da Marianne? Easy Como Easy Go, assim como a voz dela, é um disco de covers, animal! Marianne Faithfull toca no Gent Jazz Festival, em Gent, na Bélgica, no dia 18 de julho. Se estiver de férias por lá, não deixe de dar uma passada!)

sábado, 2 de maio de 2009

No metrô em Praga e em Budapeste: CUIDADO

Há algumas cidades da Europa, como Praga e Budapeste, cujas estações de metrô não possuem catracas, sendo necessário validar o bilhete antes de embarcar no trem.

No metrô de Praga ou no de Budapeste, mesmo que você passe horas procurando uma máquina, não deixe de validar seu bilhete.


Foto: Camila Guido/Praga

Costuma ser difícil um fiscal pedir para ver o bilhete no metrô, mas nessas duas cidades a coisa é um pouco diferente.


Foto: Camila Guido/Budapeste

Em Praga, os fiscais ficam disfarçados de pessoas comuns - você só percebe que são fiscais quando é abordado por eles - e pedem para ver o bilhete quando você já está quase chegando na plataforma, longe da máquina de validação (ao menos foi assim que aconteceu comigo). Aliás, chega a ser engraçado, pois ficam como loucos, em trios, por exemplo, cercando todas as pessoas que tentam passar por eles.

Foto: Camila Guido/Praga

Já em Budapeste os fiscais usam identificação, ficam logo na entrada do acesso aos corredores que levam às plataformas e você é obrigado a mostrar o bilhete ao passar. IMPORTANTE: ao mudar de linha, ou seja, ao fazer baldeação, você tem que validar um novo bilhete, o que não é comum nos outros lugares. Então, se você tiver dois bilhetes que parecem duas tripinhas de papel ligados um ao outro e destacáveis num lugar picotado (os meus eram assim), você terá que validar um deles na primeira viagem e o outro quando mudar de linha, para poder embarcar no outro trem.

Foto: Camila Guido/Budapeste

Caso você não siga as regras e seja pego, além da chateação, terá que pagar uma multa de alguns euros. Fique atento!

Na tela em abril de 2009

Classificação: imperdível; excelente; muito bom; bom; regular; ruim; péssimo.
  • O Método (El Método, 2005, Marcelo Piñeyro) - bom (Outro prato cheio, mas agora para quem acha que uma das piores invenções da humanidade foi a psicologia de RH. Afinal, quem nunca teve o desprazer de passar por uma dinâmica de grupo?)

Conversas com Woody Allen

"Não sou anti-social. Simplesmente não sou social."

Woody Allen em
Conversas com Woody Allen.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Trens na Europa

Por falar em trem, que tal uma mudança de continente?

Saltamos para a Europa, onde viajar sobre os trilhos é fácil, prático e muito prazeroso.

Em primeiro lugar, saiba que nem sempre os passes de trem comprados no Brasil antes da viagem são o melhor negócio. Ao adquiri-los, você estará pagando taxas e, segundo uma amiga, nem tudo está incluído nos pacotes, o que significa que muitas vezes será necessário desembolsar uma grana a mais na hora de embarcar
. Para ter uma idéia dos tipos de passes e regulamentos respectivos, consulte o site da Euro Railways (para visualizá-lo, clique aqui).

A melhor opção, na minha opinião, é comprar os bilhetes avulsos nas próprias companhias.

Para viajar entre Reino Unido, França e Bélgica, os trens de alta velocidade da Eurostar, que atravessam o Canal da Mancha, são o que você precisa. Porém, há um probleminha para efetuar a compra dos bilhetes da Eurostar pela internet: na tela do pagamento, onde devem ser colocados os dados do cartão de crédito, não há a opção "Brasil" para o endereço da fatura. Ou seja, se o seu cartão de crédito mora no Brasil, é impossível efetuar a compra direto no site da Eurostar! Sim, sim, raiva, muita raiva! E, neste caso, não adianta você colocar o endereço de um amigo que mora na Europa no campo do seu endereço, porque o que interessa é o endereço da fatura do cartão. Então, o que fazer?


Foto: Camila Guido/Paris

Primeira alternativa: pedir para um amigo que mora na Europa comprar pra você. Aí, se vocês puderem se encontrar antes da viagem de trem, perfeito. Do contrário, é só ele mandar pelo correio o bilhete que recebeu em casa para algum dos lugares pelos quais você vai passar, antes do dia da sua viagem com a Eurostar.

Segunda alternativa: ir a um representante da Eurostar no Brasil e comprar os bilhetes, com o acréscimo das taxas. Para consultar os representantes da Eurostar no Brasil, clique aqui.

Importante: caso alguém vá comprar para você na Europa, peça para que a pessoa o faça com o máximo de antecedência, pois os preços dos bilhetes da Eurostar chegam a triplicar nas datas próximas da data da viagem respectiva. Salvo engano, o sistema abre as vendas três meses antes da data da viagem. Fique de olho!

Já a Thalys, que opera trechos entre França, Bélgica, Holanda e Alemanha, não impede a compra de bilhetes com cartões de crédito residentes no Brasil. Na hora de comprar, faça a opção de retirada do bilhete na estação. Para tanto, você terá que inserir o seu cartão de crédito em uma máquina da Thalys ou retirar o bilhete em um dos guichês deles (tanto faz). Preste atenção na hora de comprar, pois há exigências como cartão de crédito com chip e coisas do gênero. Veja se seu cartão atende os requisitos. Parece complicado, mas é facílimo.

Assim como a Eurostar, os preços da Thalys aumentam conforme a data da viagem se aproxima, então compre o quanto antes.

Outro detalhe: a Thalys é legalzinha. Ficamos batendo papo na sala de espera de uma estação de Bruxelas e esquecemos da hora. Resultado: perdemos o trem. Aí, resolvi tentar conversar com uma funcionária da empresa e ela disse que, como nós fomos educados (havia uma menina na nossa frente na mesma situação, que, de fato, estava sendo um pouco grosseira), poderíamos embarcar no próximo trem (nosso bilhete não admitia essa possibilidade) sem ter que comprar outra passagem. Ou seja, com jeito, dá pra resolver muita coisa e não explodir o orçamento. Digo isso porque, eventualmente, você poder estar em trânsito entre três países diferentes e o primeiro trem pode atrasar (sim, eles atrasam), fazendo com que você perca o segundo. Nesse caso, converse com os funcionários das companhias respectivas.

Para viajar pela Bélgica, utilize a companhia ferroviária do país. Para consultar itinerários, horários e preços de passagens, consulte o site da NMBS/SNCB. Para vê-lo, clique aqui.

No caso da NMBS/SNCB, não é necessário comprar os bilhetes com antecedência. Basta chegar na estação um pouco antes e comprar as passagens.


Foto: Camila Guido/Bruges

Quando se trata de flanar pela Alemanha, a consulta (itinerários, horários, preços) deve ser feita no site da DB Bahn.


Foto: Camila Guido/Berlin

Mais para o leste, para consultar trens na República Tcheca, Áustria e Hungria, vá, respectivamente, para jizdnirady.iDNES.cz, ÖBB e Máv-Start.

Não é necessário, em nenhum dos casos, comprar os bilhetes com muita antecedência; o recomendável é chegar na cidade e, logo no primeiro dia, ir até a estação de trem comprar as passagens. Ao comprar, reserve logo os assentos, mesmo que o vendedor diga que você poderá fazê-lo mais tarde.

EVITE chegar à noite, muito tarde, nas cidades, pois estações de trem não são os lugares mais fofinhos do mundo (inclusive na Europa) e também não são como aeroportos, que costumam ter mais recursos para você sair de lá e ir para o seu hotel, hostel, etc.

Preste atenção na moeda local! Por exemplo: se você estiver em Viena e resolver ir para Praga ou para Budapeste de trem, troque dinheiro antes, pois as moedas de Praga e de Buda não são o euro e, dependendo do horário da sua chegada, não haverá casas de câmbio abertas. Na estação de Budapeste há caixa eletrônico para retirada de dinheiro com VTM (para mais informações sobre o VTM, clique aqui); na de Praga, confesso que não sei. Ou seja: estações de trem têm menos infra que aeroportos, então, previna-se.


Foto: Camila Guido/Praga

MUITO IMPORTANTE: se for viajar durante a noite, procure comprar uma cabine com o mínimo de caminhas (há cabines com duas camas) e mantenha seus pertences com você (dinheiro, cartões, passaporte, etc.). Eu e a Smith, uma amiga, fomos furtadas durante a madrugada no trem noturno de Praga para Budapeste. Estávamos sozinhas na cabine, mas, durante a noite, uma de nós saiu dela para ir ao banheiro e, na volta, deixou a porta destrancada. Resultado: alguém entrou no nosso vagão enquanto dormíamos e levou o dinheiro da Smith, que estava numa mochila com cara de bolsa, ao lado das nossas caminhas. A bolsa dela foi achada jogada no corredor pelo guardinha do vagão e, felizmente, apenas o dinheiro foi furtado. Claro que isso só aconteceu porque nós nos descuidamos. Então, fique esperto!

Foto: Camila Guido/Budapeste

Só mais um detalhe, agora feliz: se você viu e adorou Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 1995, Richard Linklater) tanto quanto eu e pretende viajar de Viena para Praga de trem, não deixe de ir até o vagão restaurante! Lembra daquelas luminárias redondinhas na mesa do trem em que Celine e Jesse se conheceram? Pois é, elas estarão lá. Dica: sente com sua companhia ou com um bom livro, peça um apfelstrudel e um café e prepare seu coração, pois você estará prestes a colocar os olhos numa das cidades mais estonteantes do planeta.


Foto: Camila Guido/Praga