

Para beber e comer, recomendo o Liguria, um bar/restaurante moderninho e aconchegante, com decoração muito legal e boa música. Como sou louca por frutos do mar, pedi os ostiones frescos en concha recomendados pelo garçom simpático e agilizado que me atendeu. Segundo ele, os ostiones são uma espécie de marisco típicos do Oceano Pacífico. Quando o prato chegou, tive vontade de dar um abraço no garçom, que não poderia ter sugerido um prato mais adequado para mim. Bastou a visão das conchas coloridas com todos aqueles "mariscos" suculentos para me deixar feliz. Comi todo o prato (suficiente para duas pessoas, acho), acompanhado por algumas tacinhas de pisco sour.
O Liguria tem três endereços, todos em Providencia; para consultá-los, clique aqui.
Por fim, também é digno de nota o famoso Mercado Central, que, de fato, não pode deixar de ser visitado. Há muitos restaurantes lá e, ao entrar, você será assediado pelos funcionários de praticamente todos eles, que tentarão convencê-lo a gastar seus pesos em seus respectivos locais de trabalho. O mais famoso, turístico e creio que também mais caro dos restaurantes do Mercado é o Donde Augusto. Por ser rabugenta e estar num movimento econômico (como sempre), decidi fugir do esquema turístico, que costuma me deixar um pouco irritada, e dos preços altos e me sentei no Pailas Blancas, um restaurante discreto em uma das extremidades (esquinas) do Mercado. Além de mim e de um casal de turistas americanos com uma bebê para os quais servi de tradutora, notei que quase não havia estrangeiros no local. Devo ter comido dois ou três pratos, entre eles um ceviche, e saí do Pailas desejando voltar no dia seguinte. Infelizmente, não deu tempo.
Para ir ao Mercado Central, desça na estação de metrô Puente Cal y Canto. Para ver o mapa dos arredores do Mercado, clique aqui.
P.S. As fotos deste post são minhas.
Se, por exemplo, você estiver passeando por Roma com esse ser que diz não gostar do docinho, leve-o até o Bar Pompi e peça dois tiramisùs, um pra ele e outro pra você. A princípio eles parecerão enormes e é bem provável que você pense que não vai conseguir comer tudo. Tsch, tsch, confie em mim: tanto você quanto aquele seu amigo que dizia não gostar da guloseima não só vão raspar o pratinho como ainda serão capazes de repetir.
Passamos dias felizes em Roma e, além da cúpula do Panteão e da visão do Coliseu todo iluminado numa noite linda de luar, confesso que, no meu caso, o tiramisù do Pompi foi um dos pontos altos da estada na cidade.
Quem nos deu a dica foram nossos amigos e anfitriões em Roma, Dé e Davide, que nos disseram que o tiramisù do Pompi era considerado o melhor da cidade e, sendo assim, não podíamos ir embora sem prová-lo. Obviamente, eles tinham toda razão (nunca deixe de seguir as dicas de seus anfitriões e amigos).
Hoje, ao acessar o site do Pompi para escrever este post, me peguei com água na boca e uma vontade louca de comer de novo aquela delícia, o que me fez pensar que, apesar de não fazer parte dos planos de viagem imediatos, mais dia menos dia, vou ter que voltar a Roma para matar a vontade.
P.S.1 O melhor tiramisù de Roma é servido na Via Albalonga, 7b/9/11.
Perambulando por Malá Strana - o bairro onde está o Castelo de Praga - numa tarde cinzenta e fria de novembro, eu e a Smith entramos ao acaso no restaurante que fica sob os violinos da Rua Nerudova, o U Trí Houslicek (para ser exata, no original, há um acento circunflexo ao contrário no r de Tri e no c de Houslicek), onde fomos bem felizes.
Em primeiro lugar, para explicar os violinos que você vê na foto deste post, utilizo texto da publicação Praga - A Cidade Mãe, de Marie Vitochová, Jindrich Kejr e Miloslav Husek (acentos circunflexos ao contrário no r de Jindrich e no s de Husek), em Português, comprada em uma livraria da praça da Cidade Velha:
"Durante os passeios pelas ruas de Malá Strana com frequência vemos quadros, plásticos ou relevos, símbolos nos edifícios, estreitamente ligados às casas, à sua história, vida ou profissão de seus proprietários originais. Outrora estes adornos das fachadas serviam para identificar cada casa e o seu proprietário, tinham também a função votiva ou protectora ou indicavam a que se dedicava o seu proprietário." (p. 43)
Especificamente sobre os três violinos, o site do U Trí Houslicek traz a seguinte explicação:
"Esta casa famosa 'Três pequenos violinos' pertenceu já no século XVI ao pintor da corte do Emperador Rudolf II. Mais tarde, tornou-se o lugar da mais significativa loja de violinos tcheca." (Tradução livre; o texto original em inglês você confere aqui.)
Além de todo o contexto histórico, o U Trí Houslicek merece a visita também pela ótima comida e pelo ambiente agradável e aconchegante. Há pratos típicos tchecos, como a ótima sopa que tomei como entrada, e pratos da cozinha internacional, tudo de boa qualidade. Isso sem falar no atendimento, excelente, e no preço, que é perfeitamente razoável (se estiver num esquema muito rígido, economize uns poucos euros - ou coroas tchecas - um dia antes; lembre-se: o leste europeu é mais barato que a Europa em geral).
Por fim, seria uma pena, mas, caso você não suporte música clássica, não entre no U Trí Houslicek.