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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

De Bier Tempel


Okay, prometo que, por enquanto, este será o último post sobre cervejas em Bruxelas; é que, agora, trata-se de uma dica sobre onde comprá-las e não sobre onde bebê-las.

O nome da lojinha é De Bier Tempel e ela fica muito perto do Délirium Café (mais sobre o Délirium, aqui), na Rue du Marché aux Herbes 56b; lá é possível adquirir cervejas e mais cervejas belgas, além de acessórios mil relacionados ao assunto (camisetas, livros, souvenirs etc.). Acredite: vale a pena entrar e passar um tempinho perdido por lá.




Dica logística: se você está interessado em comprar muitas garrafas para trazer para casa (afinal, é impossível manter uma vida financeira saudável consumindo cervejas belgas com frequência no Brasil), deixe Bruxelas para o fim da trip. Do contrário, já sabe: terá que carregar suas aquisições pelo resto da viagem ou, claro, bebê-las antes de chegar em casa. :)

Onde beber em Bruxelas (terceira parte) ou tomando a saideira com o Manneken Pis


Para completar a trilogia alcóolica do último dia do Rock Werchter (os outros dois momentos etílicos da mesma data você confere aqui e aqui), eu e o Carlos, depois de darmos um rolê por ruas menos turísticas de Bruxelas, nos jogamos no Poechenellekelder, bar que fica em frente ao Manneken Pis, e tomamos nossas saideiras.

Por ficar perto do super mimado e badalado garotinho (mais sobre ele, aqui), o Poechenellekelder é um alvo óbvio para os visitantes cervejeiros.

Dentro do bar, além dos típicos bonecos pendurados e de outros em tamanho natural que ocupam uma mesa próxima à escada que leva ao piso inferior, uma babação de ovo básica ao Manneken num quadrinho com fotos que registram a estátua usando algumas das roupinhas de seu amplo guarda-roupas.




Hoje, pensando naquele fim de tarde, o Poechenellekelder, espaçoso e iluminado pela claridade que ainda vinha da rua, foi, certamente, a melhor escolha para as últimas cervejas do dia. Seasick Steve e Nine Inch Nails que me perdoem, mas não me arrependi da troca. :)

P.S. Mais sobre o Poechenellekelder, aqui.


domingo, 23 de agosto de 2009

Onde beber em Bruxelas (segunda parte) ou elefantes cor-de-rosa no Délirium Café


A segunda parada cervejeira (a primeira você lê
aqui) do último dia do Rock Werchter foi o super pop Délirium Café, localizado em um bequinho/ruazinha sem saída não muito longe da Grand Place.

O bar é bem grande, com pelo menos dois ambientes: um no nível da rua, no qual a cerveja escolhida é tirada do barril, e outro no subsolo, onde o líquido divino é servido na garrafa. Neste ponto, preciso dizer que não estou certa quanto à existência ou não de barris no subsolo, pois o Délirium Café foi, num curto espaço de tempo, o momento da terceira ou quarta cerveja do dia. Obviamente, isso não seria um problema caso estivéssemos falando sobre cervejas como as nossas, cujo teor alcóolico não é tão alto. Porém, quando se trata das belgas (como era o caso), com uma média de oito por cento de álcool por garrafa, a coisa muda de figura, e a mim só resta advertir que qualquer imprecisão nas informações contidas neste post são consequência do seu próprio objeto. Afinal, você não queria que eu escrevesse sobre bares e cervejas belgas sem experimentá-las, não é mesmo?




Foi no Délirium Café que experimentei, pela primeira vez, a Delirium Tremens, a cerveja belga do elefante cor-de-rosa; acabei gostando tanto que, ao longo da viagem, repeti a dose. Informação importante: o elefantinho é mesmo poderoso e mágico, bastando um copo para que se multiplique. Jogue-se na Delirium, mas fique esperto, pois, oito e meio por cento de teor alcóolico por garrafa e, duas ou três rodadas depois, você estará vendo elefantes de todas as cores.


Caso o seu paladar não seja muito afeito às beldades belgas (é difícil imaginar uma coisa dessas, mas, como tudo é possível, não vou descartar a hipótese), você não deixará de se divertir no Délirium Café, que inclui, entre as mais de duas mil cervejas do cardápio, exemplares do mundo inteiro (consulte o menu no site do bar).

O Délirium Café fica na Impasse da la Fidélité 4A - 1000. Se passar por lá, tome uma cerveja por mim. :)


P.S. As fotos deste post são minhas.

domingo, 16 de agosto de 2009

Onde beber em Bruxelas (primeira parte) ou Toone, o meu escolhido


Quem leu o último post sobre o Rock Werchter (Rock Werchter 2009 ou quatro dias de shows, sol, calor e muita poeira) talvez tenha estranhado a quantidade de dias mencionada no título (quatro) e aquela citada no texto (cinco).

A explicação é simples: o festival de fato tem cinco dias e nós havíamos comprado o "combo" que dava direito a todos eles. Porém, embora a vontade de ver os shows do Seasick Steve e do Nine Inch Nails fosse grande, o cansaço e a tentação de ir a Bruxelas (que fica pertinho de Leuven) no domingão para dar um rolezinho pela cidade e rever o meu bar preferido, o Toone (sobre o qual eu já havia falado aqui), foram maiores.

Além disso, eu e o Carlos tínhamos feito tanta propaganda e prometido ao Mac (amigo que, com a Lili, nos encontrou em Leuven) que iríamos levá-lo ao Toone, que o melhor mesmo foi abandonar o último dia do Werchter e passar um domingo feliz com os amigos em Bruxelas, passeando e tomando cerveja belga.




Depois de almoçarmos em um dos vários restaurantes da rua onde fica o Toone, entramos no bar, que, naquele horário, ainda estava vazio, e demos início a nossa peregrinação dominical (para mim e para o Carlos, o Toone seria o primeiro de três bares naquela tarde).


Com um certo peso na consciência, deixei de lado minha fidelidade à Duvel e, dessa vez, pedi uma Kwak, a cerveja que você vê na segunda foto abaixo.



Para ser franca, eu andava cobiçando a Kwak há tempos e não me arrependi da traição, pois, além de ser muito boa, achei divertido o charminho do copo ampulheta com o suporte de madeira e entendi o porquê da preferência dos belgas pela cerveja (em noites de bar lotado, eu havia observado que praticamente todas as mesas pediam Kwak).

Uma ou duas rodadas no Toone e rumamos para o segundo bar do dia, o pop Délirium Café, em cuja rua, além do bar em si, encontrei algo que procurava há um tempinho. Mas, isso é outra história, e, se você se ligou no título deste post, deve ter percebido que o relato das aventuras em Bruxelas está só começando.

Para terminar, segue um trechinho de outro post (Cervejas, chocolates e marionetes), com mais detalhes sobre o Toone - incluindo o endereço - e, na sequência, fotos do bar que, ai, ai, me deixaram morrendo de saudade.

"E para degustar a Duvel e outras preciosidades, o bar eleito foi o Toone (que ganhou meu coração e minha preferência absoluta em termos de bar em Bruxelas, embora, segundo o Carlos, existam outros com mais opções de cervejas), localizado na 6 Impasse Schuddevelde, numa entradinha que, exceto por uma faixa suspensa indicando o teatro de marionetes, é de difícil visualização. Sim, há um teatro de marionetes no local e, dentro do bar, na sala intermediária, há bonecos numa espécie de palco e arquibancadas de madeira recolhidas, dando a impressão de que o bar pode se transformar num teatro a qualquer momento. Os espetáculos de marionetes (a peça em cartaz era Drácula) podem ser vistos por volta das oito horas da noite, creio que numa sala separada do bar. Infelizmente, não conseguimos vê-los em nenhuma das ocasiões em que estivemos lá, pois não chegamos a tempo. O Toone conta ainda com um simpático morador felino que costuma fazer suas aparições no final da noite, quando o bar já está ficando vazio, e que é uma graça."







P.S.1 O Toone fica em uma das ruazinhas que desembocam na Grand Place.

P.S.2 As fotos deste post são minhas.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Barcelona, Bruxelas, Londres, Paris e Praga: onde ficar

É muito provável que, ao ler o post Um teto pra chamar de seu ou a vida depois dos trinta, você tenha notado que, na hora de planejar uma viagem, onde ficar é uma das minhas grandes preocupações e, claro, uma das prioridades na hora do planejamento. Assim, por mais que a internet tenha tornado tudo bastante simples e prático, sempre fico feliz quando recebo uma boa dica de hospedagem (que costumo seguir).

Pensando nisso, a partir de critérios como limpeza, segurança, localização, aconchego e preço, seguem algumas sugestões para o seu mais que merecido descanso após um dia exaustivo de férias:

BARCELONA

Hotel Principal: Ótimo hotel, com excelente localização.

Barcelona, Park Güell

BRUXELAS

ApartmentsApart Brussels: para saber mais sobre as minhas impressões a respeito dos apartamentos da rede ApartmentsApart de Bruxelas, clique aqui.

Bruxelas, Grand Place

LONDRES

Europa House Hotel: Aconchegante é a palavra que melhor define o Europa House. Além disso, está localizado a uma quadra do metrô (e praticamente atrás do Hyde Park), tem ótimas acomodações (só não espere elevador), o pessoal da recepção é atencioso e prestativo e há vários restaurantes nos arredores.

Jurys Inn Chelsea: perde em localização e aconchego para o Europa House, mas não deixa de ser uma boa opção.

Londres, Rio Tâmisa, Parlamento

PARIS

Hotel Beausejour Montemartre: ótima localização, o quarto triplo era grande e o café da manhã (que não está incluído no diária) vale o quanto custa. Considerando que em Paris a hospedagem costuma ser cara, o preço do Beausejour é bem razoável. O atendimento decepciona um pouco, mas nada que seja irremediável.

Etap Hotel Paris La Villette: antigo conhecido do Carlos, eu diria que, sem abrir mão de algum conforto (como banheiro no quarto), o Etap La Villette é uma ótima opção para uma estada econômica em Paris. Não está localizado propriamente no meio da badalação, mas fica a poucos passos do metrô.

Interior da Notre Dame de Paris

PRAGA

Hotel Angelis: perto do metrô, acomodações excelentes (a ponto de superar as expectativas), pessoal do hotel simpático e ótimo preço.

Praga, Praça da Cidade Velha

P.S.1 Com exceção do Europa House Hotel, a reserva de todos os outros hotéis pode ser feita pelo Booking.com, que, normalmente, tem tarifas melhores.

P.S.2 Todas as fotos deste post são minhas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Cervejas, chocolates e marionetes

Foto: Camila Guido/Bruges

Chegamos à Bélgica sem maiores expectativas para uma estada de menos de vinte e quatro horas. Vínhamos de Paris e estávamos encarando nossa passagem por Bruxelas, sua "vizinha", como uma espécie de bônus. Já havia anoitecido e chovia um pouco quando saímos da estação de metrô Ste-Catherine/St-Katelijne e começamos a caminhar em busca do escritório onde deveríamos apanhar as chaves dos apartamentos reservados pela internet. Embora tivéssemos algumas coordenadas, estávamos um pouco perdidas quando recebemos a ajuda de dois cavalheiros, que, apesar de não serem da cidade, empreenderam todos os esforços para nos colocar na rota certa. E conseguiram.

Chegando ao escritório, recebemos instruções acerca dos nossos apartamentos e, de posse das chaves e de um precioso mapa, reiniciamos a caminhada. Na rua, uma senhora pergunta se precisamos de ajuda, verifica o endereço e o nosso “plano de rota” e, certa de que estamos na direção correta, segue seu caminho.

Encontramos facilmente o nosso novo endereço e, ao abrir as portas dos apartamentos, não conseguimos conter os gritinhos de contentamento: l i n d o s!

Após a chegada do último membro da aventura, saímos, ainda sem grandes expectativas - mas, sem dúvida, já satisfeitas por termos optado pelo bônus -, para dar uma volta pela cidade, comer alguma coisa e, claro, beber algumas cervejas.

Apesar da chuva e do frio, há bastante gente nas ruas e a nossa primeira parada é a fonte do Manneken Pis, estátua de um garotinho fazendo xixi que, acredite, é um símbolo nacional. Além de ser uma sensação para as câmeras dos inúmeros turistas que se reúnem para vê-lo, o Manneken Pis possui um guarda-roupas com mais de cem roupinhas que são trocadas de acordo com a festividade ou a data. Mas o Manneken não é o único a fazer pose; embora menos famosa e bem mais escondida (tanto que, enquanto estávamos lá, não conseguimos encontrá-la), há a Jeanneke Pis
, estátua de uma garotinha que, como a versão masculina na qual foi inspirada, também passa os dias a fazer xixi em público.

É curta a distância que separa a fonte do Manneken Pis da Grand Place, tida por alguns como a praça mais bonita da Europa. Mais uma vez, recorro à minha edição do Europe on a Shoestring Guide e descubro que o Hôtel de Ville, edifício em estilo gótico - que, como diz o próprio guia, é esplêndido – localizado na praça, foi o único prédio a escapar do bombardeio francês em 1695 (o que, conforme assinala o guia, é irônico, já que ele era o alvo).

Foto: Camila Guido/Bruxelas, Grand Place, Hôtel de Ville

Além de linda, a Grand Place tem atrativos importantíssimos, como as lojas da Godiva (não deixe de tomar o chocolate quente) e da Neuhaus, cujos chocolates são estonteantes. Agora, você não precisa gastar seus euros em nenhuma delas (que são mais caras do que as demais) para saborear um ótimo chocolate belga, que, na realidade, pode ser encontrado em qualquer esquina da Bélgica. E eu aposto que, andando pelas ruas “alucinógenas” de Bruxelas, com o perfume do chocolate insistindo em acompanhá-lo durante a caminhada, você entrará não em uma, mas em várias lojinhas de chocolates.

Ainda na seara das melhores invenções da humanidade (entre as quais, a meu ver, figuram o chocolate e a cerveja), os belgas - povo lindo, simpático e multilíngue – criaram as melhores cervejas do planeta, cuja estrela absoluta (na minha modesta e obcecada opinião) em sabor, cor, cheiro, gosto, efeito, formato do copo e da garrafa, é a Duvel (em Português, diabo). Há outras, claro, que merecem toda a nossa atenção, mas a Duvel é imperdível.

E para degustar a Duvel e outras preciosidades, o bar eleito foi o Toone (que ganhou meu coração e minha preferência absoluta em termos de bar em Bruxelas, embora, segundo o Carlos, existam outros com mais opções de cervejas), localizado na 6 Impasse Schuddevelde, numa entradinha que, exceto por uma faixa suspensa indicando o teatro de marionetes, é de difícil visualização. Sim, há um teatro de marionetes no local e, dentro do bar, na sala intermediária, há bonecos numa espécie de palco e arquibancadas de madeira recolhidas, dando a impressão de que o bar pode se transformar num teatro a qualquer momento. Os espetáculos de marionetes (a peça em cartaz era Drácula) podem ser vistos por volta das oito horas da noite, creio que numa sala separada do bar. Infelizmente, não conseguimos vê-los em nenhuma das ocasiões em que estivemos lá, pois não chegamos a tempo. O Toone conta ainda com um simpático morador felino que costuma fazer suas aparições no final da noite, quando o bar já está ficando vazio, e que é uma graça.

Certamente Bruxelas tem muitas outras surpresas agradáveis e o que era para ser apenas um bônus se transformou em um dos pontos altos da trip; apesar de não ser estonteante e de não ter tantas atrações como Paris ou Londres, Bruxelas é uma cidade alegre e luminosa, que continua a brilhar dentro de mim. Voltarei.

P.S.1 Com relação à hospedagem, recomendo a reserva, pelo Booking.com ou pelo Brussels ApartmentsApart.com, de um apartamento da rede ApartmentsApart. São excelentes e, se reservados com bastante antecedência, têm preços ótimos.

P.S.2 Sobre cervejas na Europa, aconselho uma passada pelo blog do Mac
; em categorias, clicar em bebidinhas.

P.S.3 Para trem entre Bélgica, França, Alemanha e Holanda, consultar o site da Thalys.

P.S.4 Para trens na Bélgica, clique aqui.