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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Lagos Andinos e Quero Pedalar

Lendo o Transpatagônia, pumas não comem ciclistas, livro de Guilherme Cavallari que anda pela minha cabeceira, não pude deixar de lembrar da cicloviagem pelos Lagos Andinos, feita no final de 2013 e início de 2014. Cicloviagem que, para mim, estará sempre associada aos queridos amigos Cesar e Regina Stella, autores do blog Quero Pedalar, que, literalmente, cederam o mapa da mina para a sua realização. Mapas, altimetria, indicações de hospedagem e de restaurantes, valores, informações sobre as dificuldades técnicas do percurso, todos os detalhes possíveis e imagináveis foram doados, de mão beijada, para a concretização da viagem, por essa dupla. Aos dois, Cesar e Regina, meu muito obrigada pelo eterno carinho.

Seria uma grande bobagem postar a viagem aqui, pois o seu relato, na versão original, está mais do que bem registrado e esquematizado no Quero Pedalar. Para lê-lo, é só dar uma passada por lá (aproveita e, de quebra, dá uma olhada nos outros pedais, como o da Costa Rica, por exemplo).

Mas, segura aí! Antes de ir pro pedal com o Cesar e a Rê, fica só mais um pouquinho aqui comigo para ver umas fotos. Aposto que, depois delas, você vai pedalar ainda mais inspirado!
 











 

P.S.: As fotos deste post são minhas.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

De carro e de bike pela América do Sul: 2009/2010 - fotos para o Michel

O Michel, leitor do blog, pergunta, aqui, se eu tenho fotos da trip de carro e de bike pelo Brasil, Chile e Argentina (que rolou no final de 2009 e começo de 2010) postadas em algum lugar. 

Além das que estão no blog, Michel, não há outras por aí; de qualquer forma, separei algumas das minhas preferidas para este post. :)

Espero que você curta! 

Puerto Varas, Chile

Puerto Varas, Chile

Saltos del Petrohué, Chile

Mendoza, Argentina

 
Trecho do caminho

Villa la Angostura, Argentina

Frutillar, Chile


Flores do caminho

Trecho do percurso San Carlos de Bariloche - Neuquén

Fotos: Camila Guido e Pepê Esteves.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Argentina e Chile de carro: combustível e pedágio

Trecho do percurso San Carlos de Bariloche - Neuquén/Foto: Pepê Esteves

Enquanto elaborávamos o orçamento da trip, uma dúvida nos pegou: sabíamos mais ou menos quanto gastaríamos com combustível e pedágio no Brasil, mas nos perguntávamos como seria na Argentina e no Chile.

Sabíamos que na Argentina combustível e pedágio eram baratos, mas, mesmo assim, não tínhamos valores exatos.

Tiramos a dúvida na prática e concluímos que rodar pela Argentina é mesmo uma alegria para o bolso (combustível e pedágio são bem mais baratos) e para o motor do carro (a gasolina, mais pura, é animal). No Chile, apesar da qualidade da gasosa, os preços não são lá aquela maravilha se comparados aos da Argentina, com os quais nós já estávamos ficando (mal) acostumados (assemelham-se aos do Brasil).

Na Argentina, o litro da gasolina (nafta, como é chamada por lá) custava em torno de 3,65 pesos argentinos e para fazer o percurso descrito aqui nós gastamos 49,00 pesos com pedágio. Ou seja, muito barato!

Já no Chile a coisa não era tão feliz: o litro da gasosa custava em média 650 pesos chilenos e para rodar pelo país (o percurso você confere aqui) nós gastamos 24.500 pesos com pedágio.

P.S.1 Valores relativos a dezembro/2009 - janeiro/2010.

P.S.2 Para fazer a conversão dos valores, clique aqui.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Argentina e Chile de carro: documentos e equipamentos exigidos

Trecho do percurso Mendoza - Paso Internacional Los Libertadores/Foto: Pepê Esteves

Se você tem uma vontadinha de dar uma volta de carro por países próximos ao nosso (ou mesmo pelo Brasil) mas nunca se animou porque acha que para isso é necessário ter um super carro, pode começar a preparar as malas, pois a história não é bem assim!

Para começar, quem viu ou já ouviu falar no documentário Caroneiros sabe que dois fuscas deram conta direitinho do recado, rodando 18.000 km com seus seis passageiros por países da América do Sul.

No nosso caso, o Uno que usamos na viagem aguentou bravamente a aventura sem qualquer reclamação: dois passageiros, duas bikes no teto, muita bagagem e, acredite, nenhum problema mecânico.

Mas, se o carro em si não foi um problema, as exigências legais que envolviam o trânsito do nosso carrinho guerreiro por outros países poderiam ter sido caso nós não tivéssemos feito tudo como manda o figurino.

Como eu disse
aqui, nós consultamos o site Viajeaqui e as revistas Especial Argentina & Chile 2009 e Viagem e Turismo - Edição Novembro 2009 - Argentina, Chile & Uruguai de carro, que trazem dicas bastante úteis com relação aos documentos e equipamentos necessários ao veículo.

Em primeiro lugar, se o carro a ser utilizado não for seu, é necessário cumprir as exigências de cada país, como, por exemplo, portar uma autorização do proprietário do veículo legalizada no consulado do país respectivo no Brasil.

Ao sermos parados nas rodovias argentinas e chilenas por policiais (fomos parados uma única vez no Chile), além do documento de identidade do motorista, era solicitada a Carteira Nacional de Habilitação e a Carta Verde (mais sobre este documento, aqui). Sem titubear, apresentávamos também a Carteira Internacional de Habilitação.

Na Argentina, onde fomos parados por policiais rodoviários diversas vezes e nem sempre de maneira agradável (em algumas delas, o carro foi revistado e todos os itens a seguir mencionados foram solicitados), é necessário ter no carro:

- dois triângulos

- caixa de ferramentas

- cabo para reboque (que, aqui em São Paulo, encontramos no MercadoCar)

- cabo para carga de bateria

- material de primeiros socorros

De qualquer forma, apesar de todas as informações disponíveis na internet e em guias e revistas de turismo, a meu ver, é sempre recomendável uma consulta a quem pode fornecer as informações relativas às exigências legais da única maneira realmente confiável. No nosso caso, entramos em contato, pelo telefone, com os consulados do Argentina e do Chile em São Paulo.

P.S. O procedimento para obtenção da Carta Verde foi muito simples. Entramos em contato com a própria seguradora do carro, que a providenciou.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Argentina e Chile de carro: com ou sem passaporte?

Trecho do percurso Mendoza - Paso Internacional Los Libertadores/Foto: Pepê Esteves

Viajar (de carro) com ou sem passaporte?

Apesar de não ser exigido passaporte para entrada de brasileiros na Argentina e no Chile (basta a Cédula de Identidade, com a qual, em função de um passaporte vencido, já viajei para ambos os países), viajamos com os nossos e percebemos que, ao apresentá-los, os procedimentos de imigração nos postos de fronteira ficavam mais ágeis. Os próprios funcionários comentavam que o melhor é viajar com o passaporte, pois, assim, tudo fica registrado num único lugar.

Contudo, em dois postos fronteiriços, houve uma certa confusão por causa deles. No primeiro, um servidor, creio que hierarquicamente superior ao que estava nos atendendo, insistiu em nos entregar a papeleta de imigração (procedimento com o qual o primeiro funcionário não concordava), o que foi feito.

Em outra ocasião, o funcionário da imigração aparentemente não sabia o que fazer com os passaportes e, apesar das nossas perguntas, explicações e da nossa insistência, acabou não fazendo o registro de saída nos nossos documentos.

Com ou sem os eventos relatados, continuo firme e forte ao lado de um grande companheiro de viagem: do meu país, só saio acompanhada pelo meu passaporte. :)

De carro e de bike pela América do Sul 2009/2010: muito planejamento, poucos problemas

Região dos Lagos Andinos, Chile/Foto: Pepê Esteves

Se durante o planejamento da viagem que acabou dando origem a este blog (leia mais aqui), distribuído pelo intervalo de quase um ano, tive alguns momentos de maluquice, imagine quantos deles eu e o Paulo não tivemos ao longo do mês e meio do qual dispusemos para planejar a viagem De carro e de bike pela América do Sul 2009/2010! :)

Para ser franca, a princípio, a idéia da viagem de final/começo de ano, surgida poucos dias antes da minha ida a Portugal (sobre a qual, aliás, ainda tenho bastante pra contar), era outra e, apesar de conter duas bikes, não incluía um carro. Voltei de Portugal e, pesquisa vai, pesquisa vem, concluímos que não havia mais tempo nem voos para realizar o nosso plano mirabolante.

Foi então que o Paulo teve a idéia de uma trip on the road, sem aeroportos e com liberdade total, que eu, claro, imediatamente topei; afinal, um mês e alguns dias pareciam mais do que suficientes para programar uma viagem de carro. Evidentemente, a trip de bike era uma viagem dentro da viagem e, nesse caso, teríamos que programar duas delas ao mesmo tempo, mas, mesmo assim, não me preocupei.

Os dias foram transcorrendo e, com eles, detalhes e mais detalhes foram surgindo. Documentação e equipamentos para o carro, para as bikes e para nós pareciam não ter fim. Intensificamos os preparativos e, ufa!, partimos com tudo okay.

Realizada a viagem, o esforço valeu a pena: com uma única exceção que fugia ao nosso controle, rodamos numa boa, tanto de carro quanto de bike, durante todo o caminho.

Para que você também viaje tranquilo, acompanhe, nos próximos posts, dicas sobre documentos, equipamentos e cuidados em geral. É só ficar ligado! :)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ops, mudou!

Antes de cair na estrada, eu e o Paulo utilizamos praticamente todo o tempo livre do qual dispúnhamos para planejar e fazer os preparativos da trip.

A idéia inicial, conforme escrevi aqui, era uma viagem mista, de carro e de bike, pelo Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. Mas, se tem uma coisa que uma trip on the road fatalmente nos ensina é que, mesmo com muito planejamento, as coisas podem mudar a qualquer momento.

Primeira grande mudança:

Chegamos a Puerto Varas, no Chile, ponto inicial da viagem de bike, e deixamos tudo preparado para partir: lugar para deixar o carro estacionado por uns dias (no caso, os responsáveis pelo hotel em que nos hospedamos gentilmente permitiram que o carro ficasse lá até o nosso retorno), reserva de hotel para a volta, cálculo final das distâncias a partir de mapas mais detalhados da região, duas opções de percurso (uma mais curta, para o caso de eu não segurar a onda), roupas e equipamentos nos alforjes etc.

Prontos para sair na manhã do dia seguinte, resolvemos aproveitar aquele fim de tarde (escurecia por volta das dez da noite) para dar um rolê de bike pela belíssima região de Puerto Varas e, durante o passeio, tendo uma prévia do que estava por vir, ficamos ainda mais empolgados com a trip.

Puerto Varas, Chile/Foto: Pepê Esteves

Porém, uma intoxicação alimentar (ou seja lá o que for) nos derrubou naquela mesma noite e perdurou por uns bons dias, detonando qualquer possibilidade de sairmos pedalando naquela semana.

Para não perder a viagem, percorremos diversos trechos da região dos Lagos Andinos de carro, deixando a trip de bike para outro lugar e momento.

Segunda grande mudança:

Após algumas perguntas feitas a pelo menos três funcionários do terminal da Buquebus em Buenos Aires sobre o transporte das nossas bikes (São permitidas? Vamos ter que tirá-las de cima do carro ou a altura da cobertura é suficiente para que elas passem? Também será cobrado um valor por cada uma delas?) no barco que faz a travessia de Buenos Aires, Argentina, a Colonia del Sacramento, Uruguai, e nenhuma resposta exata, e tendo em vista o preço nada modesto cobrado pelo transporte de cada um de nós e do carro, decidimos atravessar a fronteira por terra, aproveitando o ensejo para passar pela região do Tigre.

Contudo, ao chegarmos a cidade de Gualeguaychú, na Argentina, fomos informados que o Paso Internacional Gualeguaychú - Fray Bentos estava fechado há mais ou menos um ano. Para atravessar, teríamos que utilizar outro paso, o que nos custaria aproximadamente mais 500 km. Pesados os prós e os contras, estes venceram, e o Uruguai ficou pra próxima.

P.S. Para informações sobre a travessia de barco entre Argentina e Uruguai, consulte o site da Buquebus, aqui.

De carro e de bike pela América do Sul 2009/2010: roteiro

Trecho do percurso Mendoza - Paso Internacional Los Libertadores/Foto: Pepê Esteves

Dois viajantes, um carro, duas bikes e vinte e dois dias permeados por planícies intermináveis, horizontes ora coloridos pelo sol, ora pelos raios de alguma tempestade, uma cordilheira de tirar o fôlego, lagos azuis, rios transparentes, vulcões branquinhos que se destacam numa paisagem surreal, cerros áridos ou cobertos de neve, parques que gostaríamos de ter ao lado de nossas casas, conquistas, frustrações, perrengues, deslumbramentos, descobertas e o inevitável confronto com os próprios limites: é mais ou menos assim que eu resumo a trip de carro e de bike que eu e o Paulo fizemos pelo Brasil, Chile e Argentina no final do último ano e início deste.

Foram aproximadamente 10.000 km rodados de carro por diferentes rodovias e paisagens. O roteiro completo você confere a seguir:

Extrema, MG - Foz do Iguaçu, PR

Foz do Iguaçu, PR - Santa Fe, Santa Fe, Argentina

Santa Fe, Argentina - Mendoza, Argentina

Mendoza, Argentina - Santiago, Chile

Santiago, Chile - Puerto Varas, Chile

Puerto Varas, Chile - San Carlos de Bariloche, Argentina (Diferentemente do que mostra o mapa, fizemos o percurso pela Ruta Internacional 215 - Chile - e pela Ruta Nacional 231 - Argentina.)

San Carlos de Bariloche, Argentina - Bahía Blanca, Argentina

Bahía Blanca, Argentina - Buenos Aires, Argentina

Buenos Aires, Argentina - Uruguaiana, RS

Uruguaiana, RS - Torres, RS

Torres, RS - Extrema, MG

sábado, 20 de junho de 2009

Santiago do Chile: onde comer

Estou devendo para a Ana, amiga que logo mais embarca para Santiago do Chile, algumas dicas sobre comidinhas.

Aproveitando que ando inspirada para escrever sobre guloseimas (basta dar uma olhada nos dois últimos posts), cumpro o que prometi a Ana e compartilho também com vocês as minhas dicas.

Para começar, a sobremesa. Li sobre o Emporio la Rosa no Santiago do Chile para brasileiros, guia de Márcia Jancikic, e resolvi conferir a indicação. Resultado: acabei virando cliente da sorveteria durante minha estada em Santiago. Além dos sorvetes deliciosos, o Emporio fica na região da cidade que mais me agradou, o Barrio Lastarria. Tornou-se simplesmente irresistível dar uma passadinha por lá durante a tarde para curtir a vizinhança na companhia de um sorvete de chocolate com pimenta.

O Emporio la Rosa fica na Merced 291. Para ver o mapa, clique aqui.

Emporio la Rosa

Para beber e comer, recomendo o Liguria, um bar/restaurante moderninho e aconchegante, com decoração muito legal e boa música. Como sou louca por frutos do mar, pedi os ostiones frescos en concha recomendados pelo garçom simpático e agilizado que me atendeu. Segundo ele, os ostiones são uma espécie de marisco típicos do Oceano Pacífico. Quando o prato chegou, tive vontade de dar um abraço no garçom, que não poderia ter sugerido um prato mais adequado para mim. Bastou a visão das conchas coloridas com todos aqueles "mariscos" suculentos para me deixar feliz. Comi todo o prato (suficiente para duas pessoas, acho), acompanhado por algumas tacinhas de pisco sour.

O Liguria tem três endereços, todos em Providencia; para consultá-los, clique aqui.

Por fim, também é digno de nota o famoso Mercado Central, que, de fato, não pode deixar de ser visitado. Há muitos restaurantes lá e, ao entrar, você será assediado pelos funcionários de praticamente todos eles, que tentarão convencê-lo a gastar seus pesos em seus respectivos locais de trabalho. O mais famoso, turístico e creio que também mais caro dos restaurantes do Mercado é o Donde Augusto. Por ser rabugenta e estar num movimento econômico (como sempre), decidi fugir do esquema turístico, que costuma me deixar um pouco irritada, e dos preços altos e me sentei no Pailas Blancas, um restaurante discreto em uma das extremidades (esquinas) do Mercado. Além de mim e de um casal de turistas americanos com uma bebê para os quais servi de tradutora, notei que quase não havia estrangeiros no local. Devo ter comido dois ou três pratos, entre eles um ceviche, e saí do Pailas desejando voltar no dia seguinte. Infelizmente, não deu tempo.

Para ir ao Mercado Central, desça na estação de metrô Puente Cal y Canto. Para ver o mapa dos arredores do Mercado, clique aqui.

Mercado Central

P.S. As fotos deste post são minhas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Chile

Foto: Camila Guido


Há pouco mais de um ano, no final de 2007, acordei com uma idéia martelando a minha mente: eu tinha que ir a Santiago, no Chile. As férias estavam chegando e, com exceção do plano de diminuir a pilha de livros a serem lidos e a de filmes a serem vistos, eu não havia programado mais nada.

Assim, algumas horas mais tarde, com um destino na cabeça e um computador nas mãos, comprei uma passagem aérea e, dias depois, lá estava eu, desembarcando no país de Pablo Neruda, Gabriela Mistral e Salvador Allende.

Passei uma semana em Santiago, com uma ida a Valparaíso e outra a Viña del Mar (ambas ficam a aproximadamente 120 km de Santiago e é possível ir e voltar no mesmo dia) e só me arrependo (muito) de não ter ido também a Isla Negra, onde está uma das três casas de Pablo Neruda (as outras estão em Santiago e em Valparaíso e ambas valem a visita).

Estreito e comprido, o Chile é, geográfica e climaticamente, muito diversificado e contrastante, de forma que uma viagem de ponta a ponta pelo país deve ser, para dizer o mínimo, extasiante. Minha experiência, breve e restrita a três cidades, não abarcou o deserto ou os parques nacionais, mas, mesmo assim, foi suficiente para que eu caísse de amor pelo país.

Cheguei a Santiago numa noite fria e, na manhã seguinte, ao acordar, fui recepcionada pelo azul intenso do céu sem nuvens e por um clima agradável, quase perfeito (um pouco mais frio e eu estaria no paraíso). Mochila nas costas, saí, sem grandes expectativas, para um passeio, ao longo do qual fui vítima de um feitiço que não se desfez até hoje. A vista panorâmica que o Cerro Santa Lucía oferece da cidade, assim como o próprio parque, que é uma graça, deram início ao encantamento que se completou horas mais tarde quando, caminhando distraidamente por uma rua, fui tomada por uma sensação de perplexidade e alegria ao vislumbrar, de repente, um pedacinho da cordilheira que circunda a cidade e que se mostra assim, sem mais, nos momentos mais inesperados, aos seus moradores e visitantes, como um presente da natureza em meio ao cotidiano urbano (que em Santiago não é caótico, violento, sujo ou estressante).

Mas o toque final, aquela pitadinha que o feiticeiro joga por último no caldeirão, foi, sem dúvida, a amabilidade, a educação, a honestidade e a simplicidade do povo chileno que, nas três cidades visitadas, me deixou comovida e, confesso, um pouco chocada.

Ou seja, Santiago e o Chile superaram enormemente as minhas expectativas e, a esse respeito, que me desculpem os adoradores de Buenos Aires, na Argentina, com a qual Santiago costuma ser comparada, mas a capital chilena é, na opinião da autora deste blog (cujos pensamentos, vocês sabem, são inadequados), infinitamente mais bonita, charmosa, autêntica e simpática que a portenha.

Como eu já disse, minha estada no Chile foi bastante curta e restrita; porém, considerando o feitiço que se apoderou de mim, pretendo voltar para uma visita mais longa e diversificada, trazendo mais informações para este blog. Por enquanto, espero que, com as dicas abaixo (Chile no papel/Chile virtual e Santiago do Chile: onde ficar) e com as que serão publicadas nos próximos dias, a sua viagem seja tão feliz quanto a minha.

P.S.1 Não esqueci o prometido no post Deus salve a internet, de 25 de dezembro de 2008; mais dicas sobre a Europa estão no forno, para serem degustadas em breve.

P.S.2 Para fotos de Santiago do Chile, clique aqui.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Chile no papel/Chile virtual

Guias de viagem:
Mais sobre o Chile:

Se você é como eu e precisa saber mais e mais antes, durante e depois de uma viagem, pode ser que os livros a seguir, indicados na sétima edição do Chile & Easter Island (alguns já mencionados no post América do Sul encadernada, de 22 de fevereiro de 2009), entrem para a sua biblioteca:
  • The voyage of the Beagle, de Charles Darwin
  • Desert memories: journeys through the Chilean North, de Ariel Dorfman
  • Na Patagônia (In Patagonia), de Bruce Chatwin
  • Against the wall, de Simon Yates
  • Travels in a thin country, de Sarah Wheeler
  • De moto pela América do Sul: diário de viagem (The Motorcycle Diaries, A Journey Around South America), de Ernesto Che Guevara
  • Chasing Che, de Patrick Simmes
  • Full circle: a south american journey, de Luis Sepúlveda
  • The last cowboys at the end of the world: the story of the gauchos of Patagonia, de Nick Reding
Sites úteis:

Na hora de programar a viagem, os sites a seguir (a maioria está relacionada na sétima edição do Chile & Easter Island) podem ser de grande ajuda:

Santiago do Chile: onde ficar

Foto: Camila Guido/Santiago do Chile

Considerando que o metrô funciona super bem em Santiago (eu o utilizei o tempo todo), o ideal é ficar num hotel ou hostel próximo a uma estação.

De qualquer forma, recomendo, pela localização e pelo charme, os bairros París Londres e Lastarria. No primeiro, uma boa opção é o Hotel Plaza Londres e, no segundo, o Hotel Foresta.

Enquanto decidia onde ficar, pesquisei muitos hostels e hotéis e, naquela época (fim de 2007), valeu a pena ficar em um hotel. Hoje, não sei como estão as coisas, mas, mesmo que você esteja num esquema super econômico (como era o meu caso) e, principalmente, se for dividir o quarto com alguém, aconselho avaliar as duas opções.

Eu fiquei no Hotel Plaza Londres, cuja diária incluía traslado do aeroporto para o hotel, café-da-manhã e computadores com acesso à internet no saguão. Só tem um detalhe: há dois prédios, um em cada quarteirão do bairro París Londres (que tem praticamente duas ruas que se cruzam, perfazendo, então, uns quatro quarteirões), e, pelo que entendi, em um deles há quartos com banheiros compartilhados e no outro não. A foto que você vê na página principal do site do hotel, aqui, é do prédio onde, creio, estão as acomodações mais simples, com banheiro compartilhado; até o fim de 2007, era nele que ficavam os computadores, cujo acesso pelos hóspedes do outro prédio era livre.

Apesar do nome meio pomposo, o Hotel Plaza Londres não tem nenhum luxo ou sofisticação (aliás, não espere de mim comentários sobre lugares do gênero). Posso dizer que tudo funcionou conforme o prometido (inclusive o traslado aeroporto-hotel), a limpeza era perceptível e, como bons chilenos, os funcionários eram prestativos e simpáticos. De volta a Santiago, eu não titubearia em me hospedar nele novamente.