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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pousada Sonho Meu ou Foz do Iguaçu: onde ficar

Parque Nacional do Iguaçu/Foto: Pepê Esteves

Demorei mas não esqueci e, como prometido há alguns meses aqui, este post é para registrar minha dica de hospedagem para quem vai a Foz do Iguaçu.

No final de 2009, quando eu e o Paulo saímos de Extrema, MG, para dar um rolê de carro e de bike pela América do Sul (o roteiro completo você confere aqui), fizemos nossa primeira parada estratégica em Foz do Iguaçu; além de parar para descansar dos muitos quilômetros rodados naquele início de viagem, ficamos em Foz por um ou dois dias para ir ao Parque Nacional do Iguaçu e nos maravilhar com as impressionantes Cataratas do Iguaçu. (Perto delas, as Cataratas do Niágara, que visitei há muitos anos, acabaram se transformando, na minha memória, em pequenas quedas d´água...)

Ao chegar na cidade, demos uma fuçada no Lonely Planet Brazil e fomos a uns dois hotéis indicados pelo guia. Não muito felizes com as tarifas que estavam sendo cobradas, decidimos andar um pouco mais pela cidade para tentar encontrar a Pousada Sonho Meu, também recomendada pelo guia. Achamos e, sinceramente, nos demos bem: excelente preço, estacionamento grande e descoberto com portão de entrada idem (o que significava que não teríamos que tirar as bikes de cima do carro), piscininha, ambiente agradável, quarto amplo com aparelhagem de ar condicionado e TV modernos, bom café da manhã, enfim, mal dava pra acreditar no que estava sendo oferecido pelo preço cobrado. (Lembre-se: em cidades turísticas como Foz, a regra, no quesito hospedagem, é ser meio explorado.)

Bom começo pra nossa viagem, que, como uma boa trip on the road, teve diversos altos e baixos. A Pousada Sonho Meu e o Parque Nacional do Iguaçu, claro, entraram para a lista dos "altos". :) Vale a pena conferir!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

De carro e de bike pela América do Sul: 2009/2010 - fotos para o Michel

O Michel, leitor do blog, pergunta, aqui, se eu tenho fotos da trip de carro e de bike pelo Brasil, Chile e Argentina (que rolou no final de 2009 e começo de 2010) postadas em algum lugar. 

Além das que estão no blog, Michel, não há outras por aí; de qualquer forma, separei algumas das minhas preferidas para este post. :)

Espero que você curta! 

Puerto Varas, Chile

Puerto Varas, Chile

Saltos del Petrohué, Chile

Mendoza, Argentina

 
Trecho do caminho

Villa la Angostura, Argentina

Frutillar, Chile


Flores do caminho

Trecho do percurso San Carlos de Bariloche - Neuquén

Fotos: Camila Guido e Pepê Esteves.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Argentina e Chile de carro: combustível e pedágio

Trecho do percurso San Carlos de Bariloche - Neuquén/Foto: Pepê Esteves

Enquanto elaborávamos o orçamento da trip, uma dúvida nos pegou: sabíamos mais ou menos quanto gastaríamos com combustível e pedágio no Brasil, mas nos perguntávamos como seria na Argentina e no Chile.

Sabíamos que na Argentina combustível e pedágio eram baratos, mas, mesmo assim, não tínhamos valores exatos.

Tiramos a dúvida na prática e concluímos que rodar pela Argentina é mesmo uma alegria para o bolso (combustível e pedágio são bem mais baratos) e para o motor do carro (a gasolina, mais pura, é animal). No Chile, apesar da qualidade da gasosa, os preços não são lá aquela maravilha se comparados aos da Argentina, com os quais nós já estávamos ficando (mal) acostumados (assemelham-se aos do Brasil).

Na Argentina, o litro da gasolina (nafta, como é chamada por lá) custava em torno de 3,65 pesos argentinos e para fazer o percurso descrito aqui nós gastamos 49,00 pesos com pedágio. Ou seja, muito barato!

Já no Chile a coisa não era tão feliz: o litro da gasosa custava em média 650 pesos chilenos e para rodar pelo país (o percurso você confere aqui) nós gastamos 24.500 pesos com pedágio.

P.S.1 Valores relativos a dezembro/2009 - janeiro/2010.

P.S.2 Para fazer a conversão dos valores, clique aqui.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Argentina e Chile de carro: documentos e equipamentos exigidos

Trecho do percurso Mendoza - Paso Internacional Los Libertadores/Foto: Pepê Esteves

Se você tem uma vontadinha de dar uma volta de carro por países próximos ao nosso (ou mesmo pelo Brasil) mas nunca se animou porque acha que para isso é necessário ter um super carro, pode começar a preparar as malas, pois a história não é bem assim!

Para começar, quem viu ou já ouviu falar no documentário Caroneiros sabe que dois fuscas deram conta direitinho do recado, rodando 18.000 km com seus seis passageiros por países da América do Sul.

No nosso caso, o Uno que usamos na viagem aguentou bravamente a aventura sem qualquer reclamação: dois passageiros, duas bikes no teto, muita bagagem e, acredite, nenhum problema mecânico.

Mas, se o carro em si não foi um problema, as exigências legais que envolviam o trânsito do nosso carrinho guerreiro por outros países poderiam ter sido caso nós não tivéssemos feito tudo como manda o figurino.

Como eu disse
aqui, nós consultamos o site Viajeaqui e as revistas Especial Argentina & Chile 2009 e Viagem e Turismo - Edição Novembro 2009 - Argentina, Chile & Uruguai de carro, que trazem dicas bastante úteis com relação aos documentos e equipamentos necessários ao veículo.

Em primeiro lugar, se o carro a ser utilizado não for seu, é necessário cumprir as exigências de cada país, como, por exemplo, portar uma autorização do proprietário do veículo legalizada no consulado do país respectivo no Brasil.

Ao sermos parados nas rodovias argentinas e chilenas por policiais (fomos parados uma única vez no Chile), além do documento de identidade do motorista, era solicitada a Carteira Nacional de Habilitação e a Carta Verde (mais sobre este documento, aqui). Sem titubear, apresentávamos também a Carteira Internacional de Habilitação.

Na Argentina, onde fomos parados por policiais rodoviários diversas vezes e nem sempre de maneira agradável (em algumas delas, o carro foi revistado e todos os itens a seguir mencionados foram solicitados), é necessário ter no carro:

- dois triângulos

- caixa de ferramentas

- cabo para reboque (que, aqui em São Paulo, encontramos no MercadoCar)

- cabo para carga de bateria

- material de primeiros socorros

De qualquer forma, apesar de todas as informações disponíveis na internet e em guias e revistas de turismo, a meu ver, é sempre recomendável uma consulta a quem pode fornecer as informações relativas às exigências legais da única maneira realmente confiável. No nosso caso, entramos em contato, pelo telefone, com os consulados do Argentina e do Chile em São Paulo.

P.S. O procedimento para obtenção da Carta Verde foi muito simples. Entramos em contato com a própria seguradora do carro, que a providenciou.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Argentina e Chile de carro: com ou sem passaporte?

Trecho do percurso Mendoza - Paso Internacional Los Libertadores/Foto: Pepê Esteves

Viajar (de carro) com ou sem passaporte?

Apesar de não ser exigido passaporte para entrada de brasileiros na Argentina e no Chile (basta a Cédula de Identidade, com a qual, em função de um passaporte vencido, já viajei para ambos os países), viajamos com os nossos e percebemos que, ao apresentá-los, os procedimentos de imigração nos postos de fronteira ficavam mais ágeis. Os próprios funcionários comentavam que o melhor é viajar com o passaporte, pois, assim, tudo fica registrado num único lugar.

Contudo, em dois postos fronteiriços, houve uma certa confusão por causa deles. No primeiro, um servidor, creio que hierarquicamente superior ao que estava nos atendendo, insistiu em nos entregar a papeleta de imigração (procedimento com o qual o primeiro funcionário não concordava), o que foi feito.

Em outra ocasião, o funcionário da imigração aparentemente não sabia o que fazer com os passaportes e, apesar das nossas perguntas, explicações e da nossa insistência, acabou não fazendo o registro de saída nos nossos documentos.

Com ou sem os eventos relatados, continuo firme e forte ao lado de um grande companheiro de viagem: do meu país, só saio acompanhada pelo meu passaporte. :)

De carro e de bike pela América do Sul 2009/2010: muito planejamento, poucos problemas

Região dos Lagos Andinos, Chile/Foto: Pepê Esteves

Se durante o planejamento da viagem que acabou dando origem a este blog (leia mais aqui), distribuído pelo intervalo de quase um ano, tive alguns momentos de maluquice, imagine quantos deles eu e o Paulo não tivemos ao longo do mês e meio do qual dispusemos para planejar a viagem De carro e de bike pela América do Sul 2009/2010! :)

Para ser franca, a princípio, a idéia da viagem de final/começo de ano, surgida poucos dias antes da minha ida a Portugal (sobre a qual, aliás, ainda tenho bastante pra contar), era outra e, apesar de conter duas bikes, não incluía um carro. Voltei de Portugal e, pesquisa vai, pesquisa vem, concluímos que não havia mais tempo nem voos para realizar o nosso plano mirabolante.

Foi então que o Paulo teve a idéia de uma trip on the road, sem aeroportos e com liberdade total, que eu, claro, imediatamente topei; afinal, um mês e alguns dias pareciam mais do que suficientes para programar uma viagem de carro. Evidentemente, a trip de bike era uma viagem dentro da viagem e, nesse caso, teríamos que programar duas delas ao mesmo tempo, mas, mesmo assim, não me preocupei.

Os dias foram transcorrendo e, com eles, detalhes e mais detalhes foram surgindo. Documentação e equipamentos para o carro, para as bikes e para nós pareciam não ter fim. Intensificamos os preparativos e, ufa!, partimos com tudo okay.

Realizada a viagem, o esforço valeu a pena: com uma única exceção que fugia ao nosso controle, rodamos numa boa, tanto de carro quanto de bike, durante todo o caminho.

Para que você também viaje tranquilo, acompanhe, nos próximos posts, dicas sobre documentos, equipamentos e cuidados em geral. É só ficar ligado! :)

De carro e de bike pela América do Sul 2009/2010: material de pesquisa

Trecho do percurso San Carlos de Bariloche - Neuquén/Foto: Pepê Esteves

Completando o material utilizado para planejar a viagem De carro e de bike pela América do Sul 2009/2010, além dos mapas, guias e revistas mencionados aqui, utilizamos também o Lonely Planet Brazil e o Lonely Planet Argentina, que contém um diretório sobre o Uruguai (com exceção de um guia de Montevidéu, não encontrei mapas ou guias que tratassem isoladamente do país).

Para finalizar, outra publicação consultada foi a edição de novembro de 2009 da Revista Lonely Planet
, que traz uma matéria sobre os pasos fronterizos entre Chile e Argentina.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ops, mudou!

Antes de cair na estrada, eu e o Paulo utilizamos praticamente todo o tempo livre do qual dispúnhamos para planejar e fazer os preparativos da trip.

A idéia inicial, conforme escrevi aqui, era uma viagem mista, de carro e de bike, pelo Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. Mas, se tem uma coisa que uma trip on the road fatalmente nos ensina é que, mesmo com muito planejamento, as coisas podem mudar a qualquer momento.

Primeira grande mudança:

Chegamos a Puerto Varas, no Chile, ponto inicial da viagem de bike, e deixamos tudo preparado para partir: lugar para deixar o carro estacionado por uns dias (no caso, os responsáveis pelo hotel em que nos hospedamos gentilmente permitiram que o carro ficasse lá até o nosso retorno), reserva de hotel para a volta, cálculo final das distâncias a partir de mapas mais detalhados da região, duas opções de percurso (uma mais curta, para o caso de eu não segurar a onda), roupas e equipamentos nos alforjes etc.

Prontos para sair na manhã do dia seguinte, resolvemos aproveitar aquele fim de tarde (escurecia por volta das dez da noite) para dar um rolê de bike pela belíssima região de Puerto Varas e, durante o passeio, tendo uma prévia do que estava por vir, ficamos ainda mais empolgados com a trip.

Puerto Varas, Chile/Foto: Pepê Esteves

Porém, uma intoxicação alimentar (ou seja lá o que for) nos derrubou naquela mesma noite e perdurou por uns bons dias, detonando qualquer possibilidade de sairmos pedalando naquela semana.

Para não perder a viagem, percorremos diversos trechos da região dos Lagos Andinos de carro, deixando a trip de bike para outro lugar e momento.

Segunda grande mudança:

Após algumas perguntas feitas a pelo menos três funcionários do terminal da Buquebus em Buenos Aires sobre o transporte das nossas bikes (São permitidas? Vamos ter que tirá-las de cima do carro ou a altura da cobertura é suficiente para que elas passem? Também será cobrado um valor por cada uma delas?) no barco que faz a travessia de Buenos Aires, Argentina, a Colonia del Sacramento, Uruguai, e nenhuma resposta exata, e tendo em vista o preço nada modesto cobrado pelo transporte de cada um de nós e do carro, decidimos atravessar a fronteira por terra, aproveitando o ensejo para passar pela região do Tigre.

Contudo, ao chegarmos a cidade de Gualeguaychú, na Argentina, fomos informados que o Paso Internacional Gualeguaychú - Fray Bentos estava fechado há mais ou menos um ano. Para atravessar, teríamos que utilizar outro paso, o que nos custaria aproximadamente mais 500 km. Pesados os prós e os contras, estes venceram, e o Uruguai ficou pra próxima.

P.S. Para informações sobre a travessia de barco entre Argentina e Uruguai, consulte o site da Buquebus, aqui.

De carro e de bike pela América do Sul 2009/2010: roteiro

Trecho do percurso Mendoza - Paso Internacional Los Libertadores/Foto: Pepê Esteves

Dois viajantes, um carro, duas bikes e vinte e dois dias permeados por planícies intermináveis, horizontes ora coloridos pelo sol, ora pelos raios de alguma tempestade, uma cordilheira de tirar o fôlego, lagos azuis, rios transparentes, vulcões branquinhos que se destacam numa paisagem surreal, cerros áridos ou cobertos de neve, parques que gostaríamos de ter ao lado de nossas casas, conquistas, frustrações, perrengues, deslumbramentos, descobertas e o inevitável confronto com os próprios limites: é mais ou menos assim que eu resumo a trip de carro e de bike que eu e o Paulo fizemos pelo Brasil, Chile e Argentina no final do último ano e início deste.

Foram aproximadamente 10.000 km rodados de carro por diferentes rodovias e paisagens. O roteiro completo você confere a seguir:

Extrema, MG - Foz do Iguaçu, PR

Foz do Iguaçu, PR - Santa Fe, Santa Fe, Argentina

Santa Fe, Argentina - Mendoza, Argentina

Mendoza, Argentina - Santiago, Chile

Santiago, Chile - Puerto Varas, Chile

Puerto Varas, Chile - San Carlos de Bariloche, Argentina (Diferentemente do que mostra o mapa, fizemos o percurso pela Ruta Internacional 215 - Chile - e pela Ruta Nacional 231 - Argentina.)

San Carlos de Bariloche, Argentina - Bahía Blanca, Argentina

Bahía Blanca, Argentina - Buenos Aires, Argentina

Buenos Aires, Argentina - Uruguaiana, RS

Uruguaiana, RS - Torres, RS

Torres, RS - Extrema, MG

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

On the road: de carro e de bike pela América do Sul

Aproveitando que o assunto é transporte, a nosso escolha, minha e do Paulo, da trip de fim/começo de ano se encaixa maravilhosamente no tema.

Depois de algumas cogitações sobre lugares e formas de viajar, batemos o martelo numa viagem on the road, de carro e de bike, pelo Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Para elaborar o roteiro - que será disponibilizado no blog quando alguns detalhes pendentes, como os circuitos de bike que vão rolar, forem fechados - e para preparar a trip (documentação, acessórios etc.), alguns sites, guias, revistas e mapas estão sendo uma mão na roda pra nós.

Pensando que o que vem por aí pode deixá-lo com água na boca e com uma vontadinha de cair na estrada de carro, de bike ou, como é o nosso caso, com os dois, você confere, a seguir, algumas referências que podem ser úteis ao planejamento - e à execução - da sua trip.

Sites

Guias de viagem

Revistas

Mapas

P.S. Fique ligado pois, assim como o roteiro e a trip em si, os aspectos logísticos mais importantes da viagem serão disponibilizados no blog.