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domingo, 12 de maio de 2024

Bologna ou sendo muito feliz na Itália

De repente bateu uma saudade louca desse dia, dessa viagem, dessas ruas, dos prédios iluminados pelo sol que atravessava sem dificuldades o céu de brigadeiro de um domingo do mês de novembro de 2022 e incidia sobre a cidade de Bologna.

Um dia antes, em Florença, eu havia dito para a minha mãe, melhor não esperar muito desse bate e volta até Bologna pois amanhã é domingo e talvez a cidade esteja um pouco morta. Contudo, logo ao chegarmos, percebemos que as minhas expectativas estavam completamente equivocadas, pois a cidade não poderia estar mais viva e vibrante, com as pessoas aproveitando as ruas, o domingo e a vida.
 
Obviamente, Bologna vale muito mais que um bate e volta. Eu diria até que vale a pena morar lá (Bologna é bem mais simpática que a média da região, como já havia me alertado uma amiga que morou um tempinho na cidade). Mas, como não dá para ter tudo, fomos e voltamos no mesmo dia, cumprindo os nossos planos de viagem. 

Para ir de Florença a Bologna é muito simples: basta pegar o trem na Estação Santa Maria Novella (isso se você não estiver de carro, evidentemente) até a Estação Bologna Centrale.
 
Da Estação Bologna Centrale até os principais pontos turísticos é uma caminhada mais do que agradável. Eu diria, aliás, agradabilíssima, já que há uma parada obrigatória no meio do trajeto que inclui, como não poderia deixar de ser, comida, mais especificamente doces que são um carinho, um aconchego, um toque de alegria e de acolhimento para o seu estômago.
 
O nome dessa parada obrigatória é Sebastiano e nós a descobrimos por acaso, no faro. Até hoje recordamos aquilo que eu costumo chamar de "um pedaço do céu" que comemos lá. Sem dúvida, esse momento de doçura foi um dos pontos mais altos do passeio.

Aqui, faço um parêntese para dizer o seguinte: os doces franceses são deliciosas e delicadas obras de arte e, na minha opinião, batem os italianos, só que por muito pouco. Os italianos também são algo de enlouquecer e no quesito croissant, que é algo que eu particularmente amo, a Itália é a responsável pelos melhores croissants recheados com creme que eu já comi na vida (especialmente os do Rivoli Boutique Hotel que, a propósito, é uma excelente opção de hospedagem em Florença).



Trecho da caminhada da Estação Bologna Centrale até a Piazza Maggiore


Vitrine do Sebastiano
 
 
O nosso escolhido...
 
 
cujas fotos foram feitas de vários ângulos.

 
Abrindo o passeio com chave de açúcar.

 
Não posso ver uma plaquinha anunciando uma feira de Natal que já me empolgo e tiro uma foto.
 
 
A meu ver, se há um lugar para o qual sempre vale a pena voltar esse lugar é a Itália. Não é à toa que os turistas a procuram tanto. Fontana del Nettuno.




 
Felizes e contentes
 
 
 


Não resisto a esse tipo de imagem
 
 
 
Já que não dá para experimentar e para comprar todos, o jeito é fotografar e comer com os olhos.
 

 
Piro nas vitrines de comida...
 
 
 
piro nas cores...
 
 
piro nas flores.
 
 


Depois de curtirmos o que havia pela Piazza Maggiori e pelos seus arredores, demos de cara, após passarmos pelas duas torres, com o Santuario di Santo Estefano, localizado na agradabilíssima Piazza Santo Estefano. Entramos, conhecemos o local e então, ao invés de buscarmos um dos restaurantes que estavam na nossa lista para almoçarmos, sentamos num restaurante aleatório nas imediações da igreja para um almoço de domingo ao ar livre com direito ao que alguns chamam de people watching, ou seja, a boa e velha observação de pessoas.

No quesito espaguete à bolognesa, bom, existe toda uma polêmica a respeito e eu não vou entrar nela. Caso você tenha curiosidade, achei este artigo aqui não só interessante como também divertido. O fato é que essa foi a nossa escolha, que não foi ruim (para o melhor espaguete à bolognesa da viagem, recomendo o do Buca Marío, em Florença), mas que foi ofuscada pela alcachofra alla romana (penso que seja esse o nome do prato) que também pedimos.




Santuario di Santo Estefano


Belíssima


Clássico e polêmico


A alcachofra delícia




Piazza Santo Estefano


A tarde caía quando, completamente saciadas mas ainda não satisfeitas, deixamos a praça e fomos em busca da nossa sobremesa, que seria adquirida na Cremeria Santo Stefano, uma daquelas sorveterias deliciosas e premiadas que a gente encontra pela Itália. Recomendo fortemente, assim como volto a recomendar Bologna como um passeio imperdível.


Cremeria Santo Stefano


Cardápio da Cremeria Santo Stefano


Cremeria Santo Stefano


Uhmmmmm

sexta-feira, 3 de março de 2017

Boston - parte 1

Boston

Duas frases surgem imediatamente na minha cabeça quando penso em Boston: "Adorei!" e "Dois dias foi pouco."

Boston foi uma bonus track num disco cujo tema era Nova York. Talvez seja algum desvio de personalidade ou coisa do gênero, mas acho estranho viajar e conhecer uma só cidade (mesmo que essa cidade seja Nova York). Assim, para satisfazer minha mania e pensando que essa seria uma boa faixa bônus para aquele disco, inseri dois dias em Boston no final da viagem.

Logo no começo do percurso do trem de Nova York para Boston percebi que havia feito a escolha certa. Coloquei os fones de ouvido e passei o tempo todo olhando pela janela ao invés de imergir em um dos livros que carregava comigo. Lá fora a paisagem era mais bonita do que eu esperava e dentro de mim, Smile, de Cole Porter, interpretada por John Pizzarelli e reproduzida nos fones que estavam nos meus ouvidos, soava mais extraordinária que o habitual. Naqueles dias em Nova York eu havia lido O sal da vida, de Françoise Héritier, e ainda dentro do trem não pude conter um sorriso ao perceber que aqueles momentos estavam carregados desse sal que dá tempero à vida e cujo sabor sinto até hoje.

Na chegada notei algo diferente e demorei alguns minutos para entender o que estava acontecendo. Eu respirava melhor e estava mais solta porque, claro, havia relaxado! Enquanto Nova York é aquela loucura de sons, carros, luzes, pessoas apressadas falando ao celular, lojas que funcionam como ímãs, comida aqui e acolá, mais pessoas apressadas olhando para os seus celulares, muitas atrações para pouco tempo, turistas por todos os lados, Boston é menor e mais tranquila (mas nada provinciana), o que foi apreendido rapidamente pelo meu corpo.

Ainda estava claro quando desembarquei na South Station, que fica a uma pequena caminhada do HI Boston, onde me hospedei e cuja estrutura e localização são formidáveis. Após os trâmites da chegada e de um bom banho fui dar um rolê pelos arredores e procurar um lugar para comer.

Eu tinha em mente o Legal Sea Foods cuja forte recomendação recebi de um californiano habitué da costa leste enquanto dividíamos um pedaço do disputado balcão do Lobster Place, no Chelsea Market, em Nova York, e compartilhávamos impressões sobre as patas de king crab que tínhamos diante de nós.

No começo da caminhada passei por um restaurante tailandês para o qual fingi não dar muita bola. Segui em frente e não demorou muito para eu topar com uma unidade do Legal Sea Foods, que continha implícita a promessa certeira de uma noite agradável com sabor de maresia. Para minha própria surpresa, não entrei.

Meio titubeante, dei meia-volta e parei na porta do Montien Thai Restaurant, o restaurante tailandês para o qual eu havia fingido não estar nem aí, mas que havia despertado em mim uma espécie de pensamento obsessivo: pato. Crispy duck, com aquela carne tenra por dentro e crocante por fora. Havia uma crítica de jornal afixada na entrada e uma onda de excitação cruzou meu corpo quando vi que o texto mencionava justamente o duck de maneira muito positiva. Simultaneamente, uma das partes de um casal que estava chegando no local e que provavelmente percebeu meu misto de interesse e hesitação me disse, como quem não quer nada, que a comida era ótima. A partir daí não pude mais ignorar os sinais que prometiam uma noitada feliz em companhia do pato e, resoluta, entrei.

Minha segurança durou pouco. Ao correr os olhos pelo cardápio deparei não com um, mas com dois patos interessantes: Crispy Duck ou Chili-Chili Duck? Ambos pareciam tão bons, cada um com suas potencialidades... Incapaz de decidir, deixei a escolha aos cuidados da garçonete que estava me atendendo e de Crispy Duck eu fui.

O resultado é que bastou provar a primeira garfada do pato para que eu esquecesse de vez durante aquela noite as maravilhas gastronômicas que o mar pode proporcionar. Quando levantei da mesa para deixar o restaurante o casal da entrada discretamente acenou e perguntou se eu havia gostado. Boston estava só começando, mas já tinha me ganhado.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Santiago de Compostela de bike - dicas práticas parte III

Trecho do Caminho Francês

Como eu prometi aqui, as dicas deste post tratam exclusivamente de duas questões básicas de sobrevivência: comer e dormir.

O Caminho de Santiago (Francês) conta com uma excelente estrutura para os peregrinos. Há hospedagem e alimentação para todos os gostos e bolsos. Albergues, pensões, pousadas, hotéis, campings e menus peregrinos em abundância contribuem imensamente para a tranquilidade da bicigrinação/peregrinação.

Eu e o Paulo não experimentamos muitos dos famosos albergues do Caminho mas podemos afirmar que eles são uma ótima alternativa de hospedagem, especialmente para quem está sozinho e não tem com quem dividir gastos; os albergues, sem dúvida, viabilizam a peregrinação (afinal, para fazer o percurso a pé desde Saint-Jean-Pied-de-Port, são necessários mais de trinta dias) e é maravilhoso que eles existam.

Nos albergues municipais (alguns incrivelmente estruturados, como o de Santo Domingo de la Calzada), a princípio, não se cobra pela hospedagem. Neles, o peregrino pode fazer uma contribuição voluntária no valor que escolher.

Já os albergues particulares cobram tarifas bastante acessíveis - mais baixas, inclusive, que as tarifas de hostels em geral - e podem ser mais confortáveis que os municipais.

Apesar de extremamente providenciais, os albergues apresentam algumas desvantagens que, no nosso caso, por interferirem diretamente na rotina da viagem, nos levaram a optar por outras formas de hospedagem.

Em primeiro lugar, fecham, em geral, às dez e meia da noite e, segundo relatos, após o fechamento, não há meios de entrar novamente. Para nós, que pedalávamos até oito, nove horas (era verão, demorava para escurecer e era maravilhoso pedalar enquanto a tarde caía), era muito complexo estarmos prontos para dormir às dez e meia!!!!!! Depois de "bicigrinar" o dia todo, precisávamos muito de um bom banho, um menu peregrino "harmonizado" por um vinho nacional e, para finalizar, uma caminhadinha pelos arredores para relaxar um pouco e explorar o local (essas caminhadas eram ótimas e, não raro, nos surpreendíamos com algo que estava rolando na cidade, como uma festa típica com touros de mentira em chamas correndo por uma praça).

Outro grande problema era a quantidade de pessoas alojadas num mesmo quarto; descobri que vinte pessoas dormindo equivalem a uma orquestra, cuja sinfonia me acordava por volta das duas horas da madrugada e não me deixava mais dormir.

Para quem está em busca de maior liberdade e privacidade, acampar pode ser a solução; poucos dias antes de viajar, desistimos de levar a barraca pois as informações que encontramos sobre a viabilidade de fazer o Caminho acampando não nos convenceram. Posteriormente, viemos a saber que a Eliana Garcia e o Rodrigo Telles, fundadores do sensacional Clube de Cicloturismo do Brasil e fabricantes dos alforges e equipamentos para cicloturismo Arara Una, haviam, poucos meses antes de nós, percorrido o Caminho de Santiago acampando. A seguir, duas fotos gentilmente cedidas por eles:

Foto: Rodrigo Telles

Foto: Eliana Garcia

Com relação a nós, experimentamos praticamente todos os tipos de hospedagem: albergues (poucos), pensões, pousadas e hotéis e, no cômputo geral, todos, a seu modo, corresponderam e, não raro, superaram nossas expectativas. Eu indicaria todos os lugares em que ficamos, com destaque para os seguintes:

Duques de Nájera, em Nájera: no passado, o prédio foi um palácio. Excelente recepção, conforto total e linda decoração (tivemos um surto de alegria fashion quando abrimos a porta do quarto). Vale mais do que custa.

La Puerta del Perdón, em Villafranca del Bierzo: acolhida simpática, um restaurante que não tivemos a sorte de experimentar devido ao horário em que chegamos, o melhor bolo de café da manhã de toda a viagem, quartos temáticos confortáveis e decorados com capricho. A cidade é um show à parte.

La Puerta del Perdón

Hotel Jakue, em Puente la Reina: hotel e albergue, que fica junto do hotel. Optamos pelo albergue que, para nossa surpresa, tinha quarto duplo com banheiro por um valor pra lá de camarada. O menu peregrino servido pelo hotel era, na realidade, um buffet peregrino, com pratos e sobremesas deliciosos.

Hotel La Puebla, em Burgos: excelente localização e funcionários gentis, educados e descolados. Apesar da edificação não ter muito espaço sobrando, as bicicletas foram excepcionalmente bem recebidas.

Em nenhum momento, tanto ao longo do Caminho Francês quanto do Caminho Português, tivemos problemas com as bikes; mesmo em cidades maiores, como Burgos, León, Santiago, Porto, onde há menos espaço disponível nos hotéis, as bicicletas foram bem acolhidas (foram acomodadas em escadarias, saguões, depósitos etc., numa boa). Perguntávamos se elas eram aceitas e, imediatamente, ouvíamos um "sim".

Burgos

León

Santiago de Compostela

Porto

No quesito alimentação, o Caminho Francês é uma maravilha gastronômica. Os menus peregrinos, compostos por cesta de pães, uma garrafa de água, outra de vinho, entrada, prato principal e sobremesa, são uma boa demonstração da culinária local, consistente em pratos formulados com frutos do mar, pescados como truta e bacalhau, legumes e verduras frescos e saborosos, carne de carneiro, entre outros. Os pratos variam à medida que se muda de região e que se aproxima de Santiago. O preço também é variável: entre nove e treze euros por pessoa (o mais comum eram dez euros), valor que, inclusive, é bastante inferior ao dos menus turísticos existentes em algumas cidades da Europa, os quais, a propósito, não costumam incluir bebida.

Em León, não deixe de visitar o delicioso Café Gotico, cujo menu peregrino vegetariano contém pratos mais elaborados e muito bem preparados, além de vinho de qualidade um pouco superior.

Para comemorar a chegada em Santiago, corra para A Taberna do Bispo. Ambiente alto astral e tapas INESQUECÍVEIS. E, em se tratando de menu peregrino, o da Casa Camilo tem opções com frutos do mar que são de comer rezando. As mesas do pequeno terraço são excelentes para curtir o movimento da agitada Santiago.

P.S. Fotos Camila Guido e Pepê Esteves (com exceção, claro, das fotografias cedidas por Eliana Garcia e Rodrigo Telles).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pousada Sonho Meu ou Foz do Iguaçu: onde ficar

Parque Nacional do Iguaçu/Foto: Pepê Esteves

Demorei mas não esqueci e, como prometido há alguns meses aqui, este post é para registrar minha dica de hospedagem para quem vai a Foz do Iguaçu.

No final de 2009, quando eu e o Paulo saímos de Extrema, MG, para dar um rolê de carro e de bike pela América do Sul (o roteiro completo você confere aqui), fizemos nossa primeira parada estratégica em Foz do Iguaçu; além de parar para descansar dos muitos quilômetros rodados naquele início de viagem, ficamos em Foz por um ou dois dias para ir ao Parque Nacional do Iguaçu e nos maravilhar com as impressionantes Cataratas do Iguaçu. (Perto delas, as Cataratas do Niágara, que visitei há muitos anos, acabaram se transformando, na minha memória, em pequenas quedas d´água...)

Ao chegar na cidade, demos uma fuçada no Lonely Planet Brazil e fomos a uns dois hotéis indicados pelo guia. Não muito felizes com as tarifas que estavam sendo cobradas, decidimos andar um pouco mais pela cidade para tentar encontrar a Pousada Sonho Meu, também recomendada pelo guia. Achamos e, sinceramente, nos demos bem: excelente preço, estacionamento grande e descoberto com portão de entrada idem (o que significava que não teríamos que tirar as bikes de cima do carro), piscininha, ambiente agradável, quarto amplo com aparelhagem de ar condicionado e TV modernos, bom café da manhã, enfim, mal dava pra acreditar no que estava sendo oferecido pelo preço cobrado. (Lembre-se: em cidades turísticas como Foz, a regra, no quesito hospedagem, é ser meio explorado.)

Bom começo pra nossa viagem, que, como uma boa trip on the road, teve diversos altos e baixos. A Pousada Sonho Meu e o Parque Nacional do Iguaçu, claro, entraram para a lista dos "altos". :) Vale a pena conferir!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Travellers House ou Lisboa: onde ficar

Lisboa/Foto: Camila Guido

Onde ficar em Lisboa? Fácil resolver, já que a cidade não tem um, mas três dos melhores hostels do mundo. No meu caso, optei pelo
número um, que, adivinhe, recomendo de olhos fechados.

Mas você ainda pode estar em dúvida, imaginando que talvez seja melhor optar pelos números
dois ou três, ficar num hotel ou fazer reserva em algum outro hostel. Okay, eu entendo, pois planejar viagens é mesmo uma tarefa muito árdua, que causa dilemas terríveis. :)

Pensando em ajudá-lo a superar essa crise de hospedagem, listei alguns motivos que reforçam a minha sugestão e que, espero, desempatem a sua decisão:

1 - mais que bem cotado, o Travellers House foi o vencedor do Hoscars (HOStelworld Customer Annual Ratings), o Oscar dos hostels, neste ano;

2 - a localização é perfeita;

3 - é limpo e seguro;

4 - dizer que o staff é prestativo ficaria, digamos, muito aquém da realidade. A galera é pra lá de legal e, no quesito hospitalidade, é impecável;

5 - sempre tem alguma coisa rolando à noite. Depois de camelar o dia inteiro e com preguiça da balada no mundo exterior, a salinha do Travellers é o local perfeito pra tomar umas cervejinhas com a galera;

6 - os comentários na dita salinha, com relação ao hostel, eram sempre os mesmos. Frases como "Esse é o melhor ou um dos melhores hostels em que já estive" eram frequentes. Além disso, todos concordávamos que o Travellers era uma espécie de, como dizíamos, casinha;

7 - a decoração, moderninha e aconchegante, reforça a sensação de estar na sua própria casinha;

8 - voltando à Lisboa, devo voltar também ao Travellers e, pensando na minha vontade de experimentar novas formas de viajar, quem agora está com uma dúvida sou eu: será que eles descolam um lugar pra minha bike? :)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cidades de brinquedo

Óbidos

Não sou a única a dizer isso e também é bastante provável que o meu atual deslumbre por lugares tranquilos tenha algo a ver com a minha crescente aversão aos grandes aglomerados urbanos, mas o fato é que não precisei de muito para me convencer de que o grande charme da Europa são as pequenas cidades.

Aliás, para mim, de maneira geral, anda valendo a regra do "quanto menor melhor" e, no caso de Monschau e de Óbidos (que você vê nas fotos deste post), elas são mais que pequeninas: são praticamente cidades de brinquedo.
Monschau
Monschau
Estive em Monschau (Alemanha) em junho/julho deste ano e em Óbidos no último mês, quando dei um rolê só por cidades de Portugal, e posso dizer que ambas estiveram entre os destinos mais bacanas e mais fofos das respectivas trips.
Monschau
Óbidos
As duas cidades devem seu charme tanto à arquitetura (Monschau, que não foi destruída durante a segunda guerra, conserva as mesmas construções há séculos, e Óbidos, com suas casinhas brancas com detalhes amarelos e azuis, localiza-se dentro das muralhas de um castelo) quanto à natureza, que explode em cores dentro e fora dos limites de cada uma delas.

Monschau
Monschau
Óbidos

Óbidos

Uma manhã ou uma tarde são mais que suficientes para visitá-las; porém, se você não estiver com pressa e, por outro lado, estiver curtindo um passeio a dois ou quiser um pouco de sossego, vale a pena dormir por lá para, no dia seguinte, continuar a viagem.

Monschau
Óbidos
Não dormi em Monschau mas, em Óbidos, o fim da tarde e o começo da noite foram permeados por uma névoa que, inicialmente fraca, adensou-se até encobrir toda a cidade, criando um clima mágico e misterioso. No dia seguinte, um morador me explicou que, como Óbidos está muito perto do mar (há anos, dizem, o mar batia na encosta do castelo), é comum que à noite a névoa vinda dele tome conta da cidade.
Óbidos
Óbidos
Para completar a alegria do visitante e para que você, como eu, acabe exclamando "Uau, parece de brinquedo!", é possível ter vistas panorâmicas das pequenas e lindinhas Monschau e Óbidos, sendo que, nesta, o visual fica por conta de um rolê inusitado pelo alto das muralhas que a cercam.
Monschau
Óbidos
Óbidos

Óbidos

P.S.1 Óbidos fica perto de Lisboa e a viagem de ônibus leva mais ou menos uma hora, o que significa que um bate-e-volta é totalmente possível. A empresa de ônibus responsável pelo trajeto é a Rodoviária do Tejo (Rodotejo). Ao efetuar a consulta de horários, no menu Serviço, escolha a opção Rápidas. O ônibus parte da estação de metrô Campo Grande, onde a coisa toda é um pouco confusa. Em caso de dúvida, pergunte!
P.S.2 Para se hospedar em Óbidos, recomendo fortemente a Casa do Relógio.
P.S.3 Mais informações sobre Monschau, aqui; sobre Óbidos, aqui e aqui.
P.S.4 Não se assuste se, mais dia menos dia, a autora deste blog passar a escrevê-lo de alguma cidade de brinquedo.
P.S.5 As fotos deste post são minhas.